A Uber recebeu uma licença de 18 meses para continuar operando em Londres, depois de enfrentar uma ação judicial movida pelo órgão regulador Transport for London (TfL). Nesta segunda-feira (28), um juiz da capital inglesa decidiu não levar adiante a proibição à plataforma, apesar de reconhecer o “histórico de falhas” envolvendo suas atividades. 

Em novembro de 2019, o TfL identificou um erro que permitia o cadastro de motoristas não autorizados no aplicativo, resultando em ao menos 14 mil viagens realizadas de forma fraudulenta. À época, a autoridade argumentou que a falha colocava em risco a integridade e a segurança de milhares de passageiros, e proibiu a presença da empresa no município. 

publicidade

A restrição, contudo, não chegou a ser colocada em prática. A Uber recorreu do decreto e, desde então, aguardava um julgamento definitivo pelo Tribunal de Magistrados de Westminster, responsável pelo caso.

Reprodução

Uber teve sua licença em Londres revogada depois de apresentar falhas em 2019. Imagem: dennizn/Shutterstock

 

Por fim, o juiz Tan Ikram considerou que a plataforma é “confiável o bastante” para continuar na cidade, desde que dê prosseguimento às medidas tomadas para incrementar a segurança dos usuários. Entre elas, está um sistema de reconhecimento facial que a empresa implementou em abril para verificar a identidade dos motoristas, o que contribuiu para a sentença favorável.

“Apesar de suas falhas históricas, acredito que a Uber, agora, é uma empresa adequada para possuir uma licença de operador de veículo de aluguel privado [PHV, na sigla em inglês] em Londres”, afirmou o juiz.

Condições impostas

A permissão é temporária e inclui uma série de condições para vigorar. A Uber teve de se comprometer a fazer os esforços necessários para se adequar às normas de transporte estabelecidas pela TfL, além de resolver todos os problemas de seu aplicativo. Os termos da sentença foram acordados conjuntamente pela empresa e pela autoridade reguladora.

Jamie Heywood, gerente regional da Uber no leste e norte da Europa, afirmou que “a decisão é um reconhecimento do compromisso da companhia com a segurança”, e garantiu que seguirá trabalhando de forma construtiva com a TfL. “Não há nada mais importante do que a segurança das pessoas que usam o aplicativo Uber enquanto trabalhamos juntos para manter Londres em movimento”, disse ele.

As ações da empresa registraram alta de 6% no pré-mercado de Londres durante o julgamento.

Via: CNBC