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O que os grupos hackers fazem com o dinheiro que pedem de resgate para recuperar dados roubados? O grupo Darkside decidiu deixar isso bem claro e, por meio de um comunicado à imprensa, divulgou que doou parte do que recebeu a instituições de caridade. As escolhidas foram a Children Internacional, que cuida de crianças em extrema pobreza, e o The Water Project, que fornece acesso a água limpa em toda a África Subsaariana. Cada uma recebeu US$ 10 mil.

“Achamos justo que parte do dinheiro que eles pagaram vá para a caridade. Não importa o quão ruim você pense que nosso trabalho é, estamos felizes em saber que ajudamos a mudar a vida de alguém”, afirmou o grupo em um comunicado em sua página na dark web. Depois disso, uma prova das doações foi postada.

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ReproduçãoGrupo hacker postou comprovação da doação. Foto: Darkside/Reprodução

O Darkside é um grupo recente, que começou suas operações em agosto deste ano. A organização vai atrás de informações de grandes redes corporativas, criptografa os dados e pede enormes quantias em dinheiro, chegando a milhões de dólares. Os hackers fazem questão de afirmar que seus alvos são “apenas grandes corporações lucrativas”. Ao iniciar suas operações, o Darkside prometeu não atacar hospitais, escolas, universidades, organizações sem fins lucrativos e governos.

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Apesar da ação despertar curiosidade, este não foi o primeiro grupo a doar verba vinda de invasões para instituições de caridade ou organizações sem fins lucrativos. Em 2016, o Phineas Fisher afirmou ter invadido um banco e doou o dinheiro que conseguiu para a província autônoma Rojava, na Síria. O grupo GandCrav disponibilizou chaves de descriptografia gratuitas às vítimas da guerra da Síria, em 2018. Além disso, os hackers afirmaram que não iriam roubar dados de vítimas no país.

Hackers usam ferramentas de segurança para atacar sistemas

Por outro lado, nem todo grupo hacker toma a mesma atitude. Lançados por pesquisadores de segurança com o intuito de ajudar desenvolvedores a protegerem sistemas, agora, os projetos OST também passaram a ser grandes aliados dos invasores virtuais. A constatação foi feita no começo do mês por Paul Litvak, pesquisador de segurança da Intezer Labs, que descobriu uma ampla adoção das ferramentas de hacking de código aberto no ecossistema do crime cibernético.

No campo da segurança cibernética, os projetos OST englobam aplicativos de software, bibliotecas e exploits que possuem recursos de hacking e foram disponibilizados como downloads gratuitos ou sob uma licença de código aberto. O grande problema é quando essas ferramentas, inicialmente lançadas em prol da segurança virtual, caem em mãos erradas.

Via: ZDNet