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Durante o evento 6G Symposium, na última terça-feira (20), Ajit Pai, presidente do FCC (Comissão Federal de Comunicações, em tradução), agência reguladora das telecomunicações dos Estados Unidos, afirmou que a nação vem enfrentando a dominância chinesa no mercado das telecomunicações e que tal batalha trata-se de um “desafio político”.

“Existem considerações geopolíticas que devem ser feitas em relação à China”, conta Pai. “Não exclusivamente sobre à implantação rival de tecnologia 5G, por exemplo, mas também em outras frentes, como em Inteligência Artificial e segurança de dados“, finaliza.

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De acordo com o presidente, os Estados Unidos estão financiando a troca de equipamentos com a gigante Huawei. Além disso, ele afirmou que conversas entre o órgão e o Congresso Americano estão acontecendo para acelerar essa troca. 

Anteriormente os Estados Unidos chegou a recomendar que países aliados não fechassem nenhum acordo com a empresa de telecomunicações. 

shutterstock_766729684.jpgO presidente do FCC soltou a afirmação em um painel do 6G Symposium, que aconteceu na última terça-feira (20). Créditos: Shutterstock

Durante a fala no evento voltado à tecnologia 6G e suas inovações, o presidente do FCC disse que está informando seus parceiros comerciais em relação aos riscos ao permitir que investimentos sejam com base em tecnologia chinesa, já que o país asiático tem liderado cada vez mais em diversas frentes.

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Menção ao Brasil

O Brasil também foi mencionado por Pai. Segundo ele, o país latino foi um dos avisados em relação à dominância dos equipamentos da Huawei e ZTE. Ainda durante a live, o presidente afirmou que o órgão também segue em conversas com a Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) para garantir que o espectro de 6 GHz esteja disponível de forma não licenciada. 

Dessa forma, caso disponibilização seja permitida, a faixa de frequência será dedicada a serviços como, por exemplo, o WiFi6E. Atualmente essa faixa pode ser usada por qualquer tipo de equipamento de radiação restrita no Brasil. 

É importante ressaltar que existe uma pressão da indústria de aparelhos móveis para que a agência nacional adie a definição de especificidades técnicas dos equipamentos que poderão acessar a faixa.