Com temas como má conduta e brutalidade policial em alta, uma companhia norte-americana decidiu investir na realidade virtual como tentativa de melhorar o preparo dos oficiais. O objetivo é fazer com que situações de rotina não saiam do controle durante uma abordagem.

A Axon, companhia responsável pela ideia, utiliza a realidade virtual para colocar os policiais em contato direto com diversas ocorrências em ambiente controlado. Por enquanto, o treinamento diferenciado tem sido aplicado em um departamento policial no estado da Virgínia.

publicidade

Para financiar o projeto, foram necessários U$ 80 mil (R$ 440 mil) apenas para a compra dos óculos de realidade virtual. Dentro do programa de treinamento, os oficiais são expostos a três situações de crise, e então devem decidir qual a melhor forma de progredir dependendo de cada cenário específico.

Empatia pode evitar confrontos

Parte dos treinos busca melhorar a interação e a empatia dos policiais com pessoas que possuem algum tipo de transtorno de comportamento, já que em muitas ocorrências é preciso lidar com situações como essa. Uma resolução pacífica pode estar ligada justamente à forma como o profissional interage com o próximo.

Imagem: Axon/ReproduçãoUm dos cenários coloca o policial na “pele” de um civil para tentar reproduzir como uma pessoa comum reage ao ser abordada de diferentes formas pela polícia. Imagem: Axon/Reprodução

Segundo a Axon, cerca de 10% dos confrontos são ligados a indivíduos que lidam com alguma desordem mental, como o autismo, esquizofrenia ou tendências suicidas. O uso da realidade virtual, apesar de ainda não conseguir replicar alguns cenários, é uma forma de tentar diminuir desfechos trágicos.

Um dos coordenadores do treinamento compara a ferramenta com os jogos compatíveis com realidade virtual. Lonnie Conner, tenente do departamento de polícia de Strasburg, Virgínia, destaca que os óculos VR também conseguem simular situações onde os oficias devem decidir o que fazer quando são confrontados diretamente por civis.

A meta da companhia responsável pelo projeto é desenvolver outros módulos de simulação no futuro. Sendo assim, será possível reproduzir novas ocorrências que envolvam pessoas que precisam conviver com limitações de ordem física ou mental.

 

Via: Android Central