A “novela” do supercomputador do TSE

Com o uso da urna digital, as eleições no Brasil são famosas em todo o mundo pela rapidez na apuração e divulgação dos resultados. Mas este ano, nas votações municipais, os números foram noticiados muito mais lentamente, o que causou atrasos em todo o país. 
 
O Tribunal Superior Eleitoral disse que a demora ocorreu por conta de uma falha no supercomputador do órgão que realiza a soma dos números. A questão é: por que este equipamento foi escolhido para cuidar desta etapa tão importante do pleito? Entre 2017 e 2018, a Polícia Federal encontrou uma brecha no sistema das urnas eletrônicas que poderia possibilitar interferências externas no processo de eleição. Aí, segundo o TSE – que não informou exatamente que falha era essa – decidiu que para corrigi-la seria então necessário mudar o esquema de soma dos votos. Até então, a soma era feita pelos 27 Tribunais Regionais Eleitorais do país. Cada um deles somava os votos do seu estado e encaminhava para o TSE para a soma geral. 
 
O presidente do Tribunal, ministro Luís Roberto Barroso, afirmou que “quando você tem 27 alvos possíveis de ataque, a sua vulnerabilidade é maior”. Foi aí que entrou em cena o tal supercomputador com inteligência artificial, o Exadata X8; um equipamento fornecido pela Oracle. O problema é que por causa da pandemia, o supercomputador chegou ao TSE somente três meses antes das eleições, o impediu alguns testes de desempenho. O resultado? O algoritmo da máquina não aguentou o volume de informações. Agora, depois de simplesmente reiniciar a máquina, técnicos dizem que ela voltou a funcionar normalmente. O TSE afirma que a soma final dos votos não foi afetada pelo incidente e que o mesmo não deve se repetir no segundo turno; isso é o que a gente vai ver no dia 29 de novembro.
Acsa Gomes
Acsa Gomes

Acsa Gomes é formada em Comunicação Social com ênfase em Jornalismo pela FAPCOM. Chegou ao Olhar Digital em 2020, como estagiária. Atualmente, faz parte do setor de Mídias Sociais.

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