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Nesta segunda-feira (23), foram apresentados os dados preliminares da vacina da farmacêutica AstraZeneca desenvolvida em conjunto com a universidade de Oxford, e o destaque ficou para a maior eficácia entre os voluntários que receberam a menor dosagem. Ao que tudo indica, este sucesso aconteceu por um acaso.

Em entrevista à agência Reuters, Mene Pangalos, diretor da AstraZeneca, diz que a utilização de meia dose na primeira aplicação da vacina contra Covid-19 em alguns voluntários foi uma questão de sorte.

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A explicação é que, quando a AstraZeneca fechou a parceria com os pesquisadores de Oxford, ainda no mês de abril, a universidade já estava conduzindo testes com voluntários. Os participantes, no entanto, estavam registrando efeitos colaterais mais leves do que era originalmente esperado.

Isso fez com que os pesquisadores revisassem a situação e foi quando eles concluíram que os voluntários estavam recebendo apenas metade da dose que deveriam na primeira aplicação. Depois da descoberta, todos passaram a receber as duas doses completas, e quem recebeu meia dose na primeira aplicação, também recebeu a segunda completa.

O acaso, no entanto, permitiu acompanhar uma estratégia não prevista de aplicação da vacina, que mostrou potencial para ser não apenas mais eficaz, como também mais prático, permitindo aplicação em mais pessoas em menos tempo.

Não à toa, a Fiocruz, que será responsável por coordenar a produção e distribuição no Brasil, já afirmou que, com a perspectiva de que cada vacinado possa ser protegido com apenas uma dose e meia em vez de duas completas, será possível vacinar até 130 milhões de brasileiros em 2021, em vez de apenas 100 milhões como se projetava inicialmente.

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