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Não vai demorar muito para que o Brasil conheça a eficácia de todas as vacinas contra Covid-19 com acordo de distribuição no país. Além da candidata da AstraZeneca-Oxford, que teve resultados anunciados nesta segunda-feira (23), a CoronaVac alcançou o número mínimo de infecções para realizar a primeira análise preliminar.

A expectativa do Instituto Butantan é de que o Comitê Internacional Independente responsável pelo acompanhamento dos estudos possa realizar a análise dos resultados, que podem ser divulgados no início de dezembro. Os pesquisadores, neste momento, ainda não têm acesso aos dados.

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Segundo o instituto, que coordena os estudos com a CoronaVac no Brasil, já foram alcançados 74 casos de Covid-19 entre 10.800 voluntários. A análise deverá revelar quantos dos participantes pertenciam ao grupo placebo e quantos efetivamente receberam a vacina. Se uma maioria estatisticamente relevante dos casos estiver concentrada entre quem não foi vacinado, é um sinal de que a fórmula é eficaz.

O Butantan já afirmou que pretende prosseguir com o registro da CoronaVac com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) se a vacina se mostrar 50% eficaz; da mesma forma, a agência já informou que 50% é o patamar mínimo para aprovação, em linha com o que a Administração de Drogas e Alimentos (FDA) dos Estados Unidos determinou.

Até o momento, o que se sabe sobre a CoronaVac é referente aos dados de fases 1 e 2 dos ensaios clínicos. Nestes experimentos de menor escala, a vacina se mostrou segura e capaz de produzir resposta imunológica em até 97% dos participantes; o que a fase 3 pretende medir é se a resposta é efetivamente capaz de proteger os vacinados.

A parceria firmada pelo governo de São Paulo com a Sinovac, laboratório chinês que criou a vacina, prevê o fornecimento de 60 milhões de doses da CoronaVac até fevereiro, com um lote de 46 milhões previsto para chegar ainda neste ano. Haverá transferência de tecnologia para o Butantan, que está ampliando a capacidade produtiva para conseguir fabricar localmente até 100 milhões de doses anuais.

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O que ainda não se sabe é o destino da CoronaVac caso ela seja aprovada pela Anvisa. O governo de SP pretende fornecer a vacina ao Ministério da Saúde para distribuição nacional, mas até o momento não há acordo. Um protocolo de intenções de compra chegou a ser firmado, mas foi revogado por ordem do presidente Jair Bolsonaro, que chegou a afirmar que não aprovaria a compra mesmo se ela tivesse seu registro aprovado, mas recentemente abriu novamente a possibilidade de negociação, desde que pelo preço certo.