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A SpaceX realizou nas primeiras horas desta quarta-feira (25) o lançamento da missão Starlink-16, levando ao espaço o 16º lote de satélites para sua constelação Starlink, que visa oferecer acesso à internet em banda larga em qualquer lugar do mundo.

O foguete Falcon 9 decolou da plataforma SLC-40 da estação da força aérea dos EUA em Cabo Canaveral, na Flórida, às 00h13 (horário de Brasília). Nove minutos depois, pousou a bordo da balsa autônoma “Of Course I Still Love You”, estacionada no Oceano Atlântico.

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Sete vidas

Seria mais uma missão de rotina em um ano em que a SpaceX já fez 23 lançamentos (dois deles tripulados) se não fosse o fato de que o primeiro estágio do foguete, número de série B1049, já decolou e pousou sete vezes. Com isso a empresa de Elon Musk iguala o recorde da Blue Origin, do rival Jeff Bezos, que já lançou e pousou seu foguete New Shepard 7 vezes.

Vale lembrar que o New Shepard é diferente do Falcon 9, já que foi projetado para voos suborbitais. O Falcon 9, por sua vez, é muito mais poderoso e capaz de colocar carga em várias posições na órbita da Terra e até de levar carga e tripulação à Estação Espacial Internacional.

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Os astronautas da Crew-1 foram lançados rumo à Estação Espacial Internacional a bordo de um Falcon 9 em 15 de novembro. Foto: SpaceX

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A missão também marcou o 100º voo de um Falcon 9, pouco mais de dez anos após sua estréia. Em todo este tempo, ocorreram apenas duas falhas: a desintegração de um Falcon 9 2 minutos e 19 segundos após o lançamento na missão SpaceX CRS-7, em 2015, e a explosão do foguete durante um teste pré-lançamento da missão Amos-6, em 2016.

Em outubro a empresa já havia atingido a marca de 100 lançamentos no total, mas ela inclui outros foguetes da empresa como o Falcon 1 e o Falcon Heavy.

Segundo a SpaceX, os Falcon 9 foram projetados para serem reutilizados até 10 vezes, o que significa que o B1049 alcançou 70% de sua vida útil. A empresa afirma que a produção de um novo primeiro estágio de um Falcon 9 representa até 60% do custo de um lançamento, e sua reusabilidade é crucial para a estratégia da empresa de baratear o acesso ao espaço.

Atualmente a empresa concentra todos os seus esforços no desenvolvimento da Starship, espaçonave que substituirá os foguetes atuais no lançamento de satélites e será usada também em missões tripuladas à Lua e Marte.

Fonte: Space.com