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Tendo em vista a popularização da economia digital e a supervalorização do bitcoin, uma empresa americana de mineração digital trouxe para o Brasil caixas eletrônicos para operações nesta modalidade. Ao todo, serão nove unidades espalhadas pelos estados de São Paulo e Rio de Janeiro, permitindo transações financeiras em 29 tipos de criptoativos, incluindo o bitcoin.

As “Bitcoin Teller Machine” (caixa eletrônico de bitcoin, em português), como foram nomeadas, foram desenvolvidas pela Coin Cloud, e possuem fácil utilização, com procedimento muito parecido ao de um caixa eletrônico comum.

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“O primeiro passo é digitar o número de celular na máquina, que enviará um código de verificação por SMS para o telefone cadastrado. Feito isso, basta digitar o código na BTM, escolher a criptomoeda é feito instantaneamente na carteira digital do usuário”, orienta a empresa criadora.

ReproduçãoEmpresa também mantém um aplicativo para celular, permitindo que os clientes reservem dinheiro em uma máquina específica por até 48 horas. Foto: Coin Cloud

No estado de São Paulo, oito máquinas estarão disponíveis, sendo cinco na capital, uma em Alphaville na região metropolitana, e outra em Sorocaba, no interior do estado. Já no Rio de Janeiro, a previsão é de uma máquina na Barra da Tijuca, zona oeste da capital fluminense.

A primeira BTM do Brasil já está instalada em São Paulo, no hotel Sheraton WTC, zona sul da capital. Apesar de estar dentro de um hotel de luxo, a empresa garante que ela é acessível a qualquer pessoa, tendo em vista que o valor mínimo para transações é de R$ 10 para compras e R$ 50 para vendas de moedas virtuais.

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Ainda de acordo com a Coin Cloud, o Brasil é o primeiro país a receber este tipo de máquina, depois dos Estados Unidos, sede da empresa, onde existem milhares de máquinas em operação.

“Uma das motivações para levar a Coin Cloud para o Brasil é que os brasileiros têm grande interesse por criptomedas. Uma pesquisa recente, publicada pela Forbes, coloca o país em segundo lugar em porcentagem de pessoas que possuem criptomedas, atrás apenas da Turquia”, afirma Chris McAlary, CEO da companhia.

Bitcoin em alta

O bitcoin, principal criptomoeda, bateu um recorde e superou os US$ 19,6 mil (mais de R$ 104,5 mil) na cotação da última terça-feira (24). A moeda ganhou quase 40% em valor de mercado só no mês de novembro, além de acumular uma alta superior aos 160% durante o ano de 2020.

Nesse contexto, carteiras digitais já projetam aceitar a moeda como forma de pagamento. Um exemplo é o PayPal, nos Estados Unidos, que pretende, no início do ano que vem, suportar a criptomoeda para pagamento de compras.