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Questionada pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a Embraer afirmou, nesta quarta-feira (9), que não realizou o pagamento de resgate aos hackers que invadiram seu sistema no último dia 25. A companhia, no entanto, confirmou o vazamento de dados, sem especificar quais informações foram afetadas no ataque ransomware.

“A companhia esclarece que recebeu pedido de negociação de potenciais pagamentos no contexto do ataque cibernético e que não iniciou qualquer processo de negociação, bem como não realizou quaisquer pagamentos a terceiros supostamente envolvidos em tal incidente”, disse a Embraer no comunicado.

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Dados da roubados da Embraer começaram a ser publicados na última segunda-feira (7). Imagem: Shutterstock/Reprodução

Nesta semana, diversos arquivos relacionados à Embraer foram vazados na deep web, após a companhia se recusar a negociar com os hackers.

Estima-se que cerca de quatro grandes pastas foram vazadas pelos cibercriminosos que operaram o vírus RansomExx, contabilizando mais de 200 documentos roubados no ataque.

Acordo com a Nigéria

Uma das pastas vazadas continha um PDF de 22 páginas detalhando o “Nigeria Program”, espécie de acordo comercial com o país africano para a venda do A-29 Super Tucano — um caça de ataque leve vendido a mais de 15 forças aéreas no mundo mundo.

Ainda de acordo com o comunicado à CVM, a Embraer afirmou a continuidade nas investigações do incidente ocorrido.

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A companhia também disse que estimará a importância das informações vazadas, bem como as consequências da divulgação dos dados confidenciais ao público.

Via: Convergência Digital