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O Google anunciou hoje (8) o lançamento do app ‘Google Look to Speak’, uma nova tecnologia assistida que nasceu em seus laboratórios experimentais. O aplicativo é direcionado às pessoas com dificuldades de fala ou impedimentos motores. Basicamente, a ferramenta funciona com o olhar humano: as pessoas visualizam as palavras que desejam comunicar, formando frases a serem reproduzidas pelo app.
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A ideia partiu de Richard Cave, um terapeuta linguístico que trabalha com o Google. Segundo ele, o trabalho foi desenvolvido após anos de relacionamento com pessoas portadoras de necessidades especiais – em especial, as chamadas “pessoas não verbais”, que não conseguem se comunicar pela voz. “É mais do que um trabalho para mim: é uma paixão. Todo dia, eu luto para ajudar pessoas a encontrar formas mais simples e acessíveis de expressar suas necessidades do dia a dia, opiniões, sentimentos e identidade”, disse.
O ‘Google Look to Speak’, compatível com Android a partir da versão 9.0 e posteriores, foi idealizado para trabalhar em dispositivos móveis, como smartphones e tablets. A grosso modo, o aparelho fica posicionado um pouco abaixo da linha dos olhos, com o usuário movendo a vista para a esquerda ou direita, selecionando uma lista de frases predeterminadas para que o app reproduza em voz alta. Ele permite também customização: usuários podem inserir a própria voz, para maior autenticidade. O Google ressalta que todas as informações do app são privadas e locais (ficam armazenadas no próprio dispositivo).

O único problema é que o menu de configurações do ‘Google Look to Speak’, que permite o ajuste fino de captura do olhar do usuário, bem como a edição de frases, não é otimizado para movimentação dos olhos, exigindo o toque dos dedos na tela para ser manuseado. Em outras palavras: pessoas não verbais de limitação extrema de movimento precisarão da ajuda de terceiros no primeiro acesso.
A ideia de Cave é a de que o ‘Google Look to Speak’ seja uma plataforma mais imediata em que outros dispositivos não se façam disponíveis, como no trânsito ou durante o banho. “Agora, as conversas podem acontecer com maior facilidade em que, antes, talvez houvesse um silêncio, e eu estou muito empolgado para ouvi-las”, ele contou.