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Pinguins de chinelo viralizam no Twitter; veja por quê

10/12/20 12h36, atualizada em 10/12/20 14h53

Imagem: UFPR/Divulgação

Não, não é um meme. Se você viu fotos de pinguins de chinelo no Twitter na manhã desta quinta-feira (10), agradeça à Universidade Federal do Paraná (UFPR). Trata-se de um novo tratamento desenvolvido pela instituição contra a dermatite que acometem as aves em cativeiro.

Segundo informa a UFPR, os pinguins estão sendo mantidos em estruturas cativas, e acabam ficando fora da água por tempos maiores, já que estão em reabilitação de lesões antes de serem devolvidos à natureza. Como consequência, a pele e membranas nas patas do animal ressecam.

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“Alguns desses animais acabam passando muito tempo em cativeiro, no processo de reabilitação, e podem desenvolver doenças nos pés, denominadas de pododermatites, por ficarem longos períodos fora da água”, explica a bióloga e coordenadora do Laboratório de Ecologia e Conservação (LEC) e do PMP-BS/UFPR, Camila Domit.

Segundo a especialista, antes de receber um pinguim em seu ambiente de reabilitação, a UFPR cria toda uma estrutura específica para acomodar o animal: seixos rolados (uma espécie de pedregulho arredondado e pisos diferenciados, específicos para o caminhar e a biologia do pinguim são dispostos. Mesmo assim, o risco de problemas na pele ainda existem.

Tratamento dos pinguins

De acordo com a UFPR, os pinguins de chinelo estão em tratamento desde setembro deste ano. A instituição diz que eles são “retardatários”, ou seja, chegaram ao litoral paranaense após o fim do inverno, ficando mais debilitados que o esperado pelo processo migratório das aves. Por causa disso, eles precisarão ficar mais tempo em cativeiro antes de voltarem ao mar.

Tudo isso é parte do Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP-BS). A iniciativa avalia constantemente as atividades de escoamento de petróleo e gás natural da região, promovendo esforços para que o impacto disso seja minimizado sobre as aves, tartarugas e mamíferos marinhos, oferecendo atendimento veterinário a animais debilitados e tratamento de necropsia para aqueles encontrados mortos.

Fonte: UFPR

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