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O recente ataque hacker à empresa de gerenciamento de TI SolarWinds tem ganhado mais proporção. De acordo com publicação do Wall Street Journal na última segunda-feira (21), companhias como Cisco, Intel, Nvidia, Deloitte, VMware e Belkin também foram afetadas.
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O jornal relata que os invasores acessaram sistemas de hospitais do Departamento de Estado da Califórnia, além da Universidade Estadual de Kent. A falha de segurança, já consertada, também afetou empresas como Microsoft e órgãos governamentais dos EUA.
Ainda não se sabe ao certo quem são os responsáveis, embora investigadores federais apontem que o governo russo possa ter participação. As empresas afetadas usaram o software SolarWinds Orion para monitoramento de rede. Ele possuía, entretanto, um backdoor que acabou sendo explorado pelos atacantes.
O que foi “vazado”?
Dados corporativos, pessoais e confidenciais das empresas e funcionários podem ter sido acessados pelos invasores. A SolarWinds, que investiga o caso com empresas de segurança e agências de segurança e inteligência, também afirma ter rastreado a atividade dos invasores até pelo menos outubro de 2019.

A estimativa é de que até 18 mil clientes tenham sido impactados. Não se sabe ao certo o que os invasores fizeram nesse período em que tiveram acesso ao sistema. De acordo com investigadores e especialistas em segurança cibernética, os hackers podem ter acessado e-mails de executivos, além de arquivos sobre tecnologias em desenvolvimento. Outra hipótese aponta que eles podem ter buscado outras maneiras de invadir os sistemas posteriormente.
O que dizem vítimas do ataque hacker
A Intel diz que está investigando o caso, mas que não há evidências de que os hackers acessaram a rede da empresa. A Cisco também disse não ter encontrado nenhum impacto, mas que encontrou o software malicioso em alguns sistemas de funcionários. Deloitte, VMware e Belkin também afirmaram ter encontrado o código malicioso, mas que não detectaram impactos negativos até agora.
O ataque tem sido amplamente discutido por ter usado técnicas de furtividade que não são costumeiramente detectadas em ataques cibernéticos de larga escala. Desta forma, foram capazes de atingir a cadeia de fornecimento de software utilizada tanto por empresas quanto instituições governamentais dos EUA.
Fonte: Wall Street Journal