A variante mais contagiosa do novo coronavírus, a B117, vem preocupando autoridades de saúde no mundo inteiro. Várias perguntas surgiram após a descoberta de casos no Reino Unido em setembro do ano passado.

Afinal, as vacinas em desenvolvimento são eficazes contra a variante? Para pesquisadores do Imperial College, de Londres, no Reino Unido, é improvável que a mutação tenha impacto massivo na imunidade adquirida por infecções anteriores ou pela vacina.

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O vírus teria de acumular múltiplas mutações para “driblar” essa imunidade induzida. O coordenador de projetos pedagógicos do Instituto Questão de Ciência, Luiz Gustavo de Almeida, explica por quê.

Quando recebemos uma vacina, nosso sistema imunológico produz muitos anticorpos contra uma grande parte do vírus e não apenas contra uma pequena seção, que pode mudar quando o vírus sofre mutação.

E se, por algum motivo, a vacina não conseguir inativar a proteína? Fabricantes como a Pfizer e a Moderna, que usam a técnica de RNA mensageiro, dizem que podem produzir uma versão do imunizante para a nova mutação em apenas seis semanas.

A variante B117 foi detectada em pelo menos 33 países. No Brasil, dois casos foram identificados em São Paulo, ainda em dezembro.