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A Apple recebeu durante o fim de semana um processo solicitando que a empresa proibir a distribuilção do aplicativo Telegram na App Store. O grupo autor da ação alega que o aplicativo de mensagens não consegue controlar a propagação de discursos de ódio e a coordenação de atos extremistas desde a invasão do Capitólio nos Estados Unidos.
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O grupo em questão se chama Coalização Para Uma Web Mais Segura, que busca ações mais assertivas de empresas de tecnologia contra conteúdo que considera extremista em suas plataformas. Como informa o Washington Post, a ação cita a incapacidade do Telegram em moderar publicações neonazistas na plataforma. Como o app não age, ficaria a cargo da Apple, que distribui o Telegram na App Store, tirá-lo do ar, já que este tipo de conteúdo fere os termos de serviço da plataforma.
Segundo o advogado da coalizão, um processo contra o Google, pelos mesmos motivos, também já está nos planos.
O processo chega em um momento em que a indústria de tecnologia se movimentou para restringir publicações do presidente americano Donald Trump e seus apoiadores mais violentos. O aplicativo Parler, em especial, foi duramente punido por não moderar o discurso extremista, sendo excluído das lojas de aplicativos do Google e da Apple, além de ver seu contrato com a Amazon Web Services rescindido, o que derrubou a infraestrutura do site e está dificultando sua recuperação.
A postura do Telegram em relação à moderação de conteúdo já é bastante conhecida. O aplicativo sempre se apresentou como uma alternativa de comunicação segura, com uma postura contra governos autoritários que renderam problemas inclusive com a Rússia, país de origem do seu fundador, Pavel Durov. No entanto, a mesma posição que facilita a comunicação livre de censura, também permite o seu uso para atividades nefastas. O app já foi muito usado por grupos terroristas para difusão de propaganda, e foi por anos a ferramenta de escolha do Estado Islâmico para divulgar suas mensagens.
Até o momento, a Apple não comentou sobre restrições ao Telegram na App Store. O aplicativo também não se manifestou sobre a ameaça, mas Pavel Durov afirmou que foram removidos centenas de “chamados à violência” nos Estados Unidos na última semana.