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Faz pouco mais de um ano que o novo coronavírus foi reportado em Wuhan, na China, depois de infectar os primeiros pacientes por lá. De lá para cá, a doença causada por ele, a Covid-19, já se espalhou por todo o mundo.

Nesta terça-feira (26), o microrganismo bateu mais um triste recorde. Até agora, 100.032.461 pessoas em 192 países já foram contaminadas por ele – mais de um quarto delas nos EUA (25.362.794). Os dados são da Universidade Johns Hopkins e a contagem aumenta diariamente – e cada vez mais rápido. O número de mortes provocadas pela doença também avança: já são quase 2,2 milhões.

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O Brasil já está próximo da marca de 9 milhões de infectados, a terceira nação mais atingida pela pandemia, atrás de EUA e Índia. Em termos de óbitos, o país tem o triste segundo lugar e em breve serão 220 mil vítimas fatais por aqui. Isso tudo em números oficiais, mas pesquisadores de todo o mundo acreditam que haja subnotificação, especialmente porque muitos doentes são assintomáticos.

Muitas aglomerações

Para se ter uma ideia, foram necessários mais de 11 meses para atingir os 50 milhões de doentes, em novembro. Agora, outros 50 milhões foram infectados em pouco mais de dois meses. Entre os motivos para isso estão as mutações que criaram cepas mais infecciosas e a diminuição da adesão às medidas preventivas contra a doença.

Com isso, a segunda onda de infecção por Covid-19 já atinge boa parte do mundo. Muito disso ocorreu quando o distanciamento social se tornou menos rígido. Com todos já cansados do vírus e de suas consequências, ficou mais fácil para o microrganismo: ele aproveitou para mudar parte de sua estrutura e desenvolver variantes mais contagiosas.  

No fim do ano, as festas estimularam os encontros. Aí, aquele abraço que parecia inofensivo virou a via de transmissão do novo coronavírus. Não tardou para os efeitos aparecerem: durante todo o mês de janeiro, o número de contaminados aumentou na Europa, nos EUA, no Brasil e em outras partes do planeta.

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Campanhas de vacinação

A boa notícia é que, agora, com a chegada das vacinas, muitos pacientes já estão recebendo doses do imunizante e, imagina-se, a disseminação da doença deve diminuir. Em Israel, país que já vacinou mais de 45% da população, houve queda de 60% nas internações de idosos com mais de 60 anos.

Aqui no Brasil, a expectativa é que os resultados comecem a aparecer no segundo semestre deste ano. Com as 354 milhões de doses de vacinas anunciadas pelo Ministério da Saúde, é possível imunizar toda a população prevista ainda em 2021.

Os cientistas esperam que, com o avanço na vacinação no mundo, a disseminação da doença enfraqueça. Por enquanto, as doses de imunizante são insuficientes para campanhas de vacinação contínuas. Enquanto não houver gente suficiente imunizada, as medidas de prevenção devem ser mantidas.