EnglishPortugueseSpanish

Aos poucos, os números da vacina contra Covid-19 no Brasil começam a crescer. Nesta quarta-feira (27), o país chegou à marca de 1 milhão de doses de vacina administradas à população, o que equivale a cerca de 0,5% dos habitantes brasileiros.

Segundo o Painel Covid-19 no Brasil, que compila os dados da doença no país e passou a fazer o monitoramento das estatísticas de distribuição das vacinas, o número, enquanto este texto é escrito é de 1.129.885 doses aplicadas.

publicidade

É provável que o número real seja maior, já que nem todos os estados têm publicados dados em tempo real sobre a vacinação em seus territórios, o que atrasa as estatísticas nacionais. O consórcio de veículos de imprensa, que faz o monitoramento diretamente com as secretarias de saúde locais, nota que até hoje apenas 17 estados apresentaram seus números de vacinados.

Considerando que a primeira dose de vacina contra Covid-19 foi administrada no Brasil em 17 de janeiro, isso significa que o Brasil está mantendo um ritmo de distribuição médio de mais de 110 mil aplicações por dia, o que não é o ideal, já que seriam necessários cerca de 2.000 dias para alcançar toda a população.

Apesar disso, a lentidão pode ser em parte explicada pelas limitações na distribuição. Por enquanto, o público-alvo são apenas os profissionais da saúde e indígenas, quilombolas e populações ribeirinhas, então a vacina ainda está longe da realidade da maioria dos brasileiros. Também estão inclusos idosos com mais de 75 anos, ou aqueles com mais de 60 anos que vivam em instituições de longa permanência, como asilos, mas eles não estão sendo beneficiados em um primeiro momento.

Pelo plano inicial do Ministério da Saúde, seriam cerca de 46 milhões de pessoas nos grupos considerados prioritários. Neste ritmo, ainda seriam necessários mais de 400 dias para cobrir os grupos de risco.

publicidade

O Brasil também sofre com escassez de doses nesta primeira fase da vacinação. Até o momento, o Instituto Butantan recebeu autorização de uso emergencial para 10,8 milhões de doses da CoronaVac, com um primeiro lote de 6 milhões de doses vindas diretas da China e 4,8 milhões envasadas no Brasil. No entanto, após conferência, o instituto reduziu para 4,1 milhões o número de doses disponíveis na segunda entrega.

Já a vacina de Oxford/AstraZeneca ainda vive um impasse. O país importou 2 milhões de doses prontas da Índia, mas o ingrediente farmacêutico ativo (IFA) necessário para que a Fiocruz dê andamento à produção local ainda está preso na China, apenas com uma indicação de que deve chegar em 8 de fevereiro. Já o material para a CoronaVac está previsto para chegar em 3 de fevereiro.