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Um estudo com cerca de 30 mil pessoas quer avaliar a eficiência da CoronaVac e a possibilidade de se obter a imunidade de rebanho. A cidade escolhida para a pesquisa foi Serrana, que fica no interior de São Paulo, a cerca de 315 Km da capital paulista. A ideia é vacinar o maior número possível de pessoas com mais de 18 anos.

Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a cidade tem 45.644 habitantes. O estudo é um projeto restrito a moradores de Serrana e a participação não é obrigatória.

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A imunização deve começar em 17 de fevereiro e os lotes de vacina destinados à vacinação em massa na cidade são específicos para o estudo. Ou seja, as doses não serão tiradas de outras localidades.

Segundo Dimas Covas, diretor do Instituto Butantan, a imunização em massa no município vai permitir acompanhar a evolução da epidemia, bem como fazer cálculos e projeções para avaliar se a vacina é eficaz para diminuir a transmissão da doença.

Ele explica que os testes clínicos em humanos, feitos antes da aprovação do imunizante, não observam a eficiência da vacinação. “Eficiência é determinar qual o efeito da vacinação em massa sobre a evolução da epidemia. Normalmente esses dados aparecem após os programas de vacinação.”

Vacinação vai encerrar a epidemia?

“A primeira pergunta que a gente quer responder com esse estudo é: será que essa vacina vai realmente nos tirar da pandemia?”, diz Ricardo Palácios, diretor médico de Pesquisas Médicas do Instituto Butantan. “Não estamos pensando em pessoas isoladas. Estamos pensando em comunidades.”

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O nome desse tipo de levantamento é estudo escalonado por conglomerados. Com os resultados, vai ser possível avaliar a transmissão da infecção, a redução do uso do sistema de saúde, a carga de doença, a imunidade de rebanho e outros efeitos indiretos da vacinação. “De forma geral, ele permite acompanhar aspectos em nível populacional, como as consequências na economia, na circulação de pessoas e na ocorrência de efeitos não vistos anteriormente”, explica Covas.