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Mais uma vacina candidata anunciou resultados animadores em estudos de fase 3. Agora foi a vez da CanSino, laboratório chinês, que revelou uma eficácia de 65,7% na prevenção de casos sintomáticos de Covid-19, o que é um número forte quando se coloca na balança uma vantagem logística: a marca foi alcançada com apenas uma dose da vacina.
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Este resultado coloca a vacina da CanSino lado a lado com a da Johnson & Johnson como as únicas a demonstrarem eficácia com apenas uma dose.
O anúncio foi feito na segunda-feira (8) por Faisal Sultan, assistente do primeiro-ministro do Paquistão para saúde. Sem apresentar um estudo até o momento, ele anunciou a eficácia de 65,7% contra qualquer caso sintomático de Covid-19; analisando exclusivamente a proteção contra casos severos, o índice é de 91% em uma análise preliminar com dados de múltiplos países que participaram dos estudos, com 30 mil voluntários.
Sultan também apresentou os resultados do estudo referentes especificamente ao Paquistão, o índice de proteção contra casos sintomáticos é de 74,8% e de 100% contra casos graves.
O que não se sabe é o tamanho da amostra observada. Sultan apresentou apenas o calcula da porcentagem de eficácia, sem revelar, por exemplo, quantos casos de Covid-19 foram acompanhados entre os voluntários, o que é uma informação importantíssima. Se os números foram alcançados com uma quantidade pequena de participantes infectados, o resultado pode ser bastante incerto; quanto mais casos, maior é o poder estatístico para declarar se uma vacina é ou não eficaz.
É a terceira vacina de origem chinesa a demonstrar eficácia contra a Covid-19. A primeira a anunciar resultados foi a Sinopharm, que revelou um nível de proteção de 78%; na sequência, a CoronaVac, da Sinovac, apresentou 50,4% de eficácia em estudos conduzidos pelo Instituto Butantan no Brasil.
Chama a atenção a CanSino ter ficado atrás das outras duas na apresentação dos resultados, já que esteve entre as primeiras a ter testes com humanos autorizados no mundo, ainda em abril do ano passado. No entanto, os estudos parecem ter sido atrapalhados pelo fato de a China ter basicamente controlado o vírus em seu território, dificultando os testes das vacinas, forçando a realização dos ensaios em outros países parceiros.
Mesmo com essas dificuldades, a trajetória da vacina da CanSino foi significativa. Foi a primeira empresa chinesa a receber a patente por um imunizante e foi a primeira no mundo a ter uso emergencial aprovado, com distribuição restrita às forças armadas chinesas. Então, mesmo que os ensaios clínicos só tenham apresentado resultado agora, já há um histórico que mostra o que se pode esperar do produto.
E a empresa já tem acordos de distribuição. Como cita a Bloomberg, a CanSino já fechou parcerias com o México, para fornecer 35 milhões de doses, e há uma negociação em andamento com a Malásia para 3,5 milhões de doses. No Paquistão, maior centro de estudo para a vacina, o acordo é de 20 milhões de doses.
A CanSino é mais uma a utilizar vetor viral como plataforma para indução de imunidade. Como outras vacinas, ela utiliza um adenovírus, o Ad5, geneticamente modificado para levar ao organismo informações sobre o coronavírus. É similar ao que fazem as vacinas de Oxford, a da Johnson & Johnson e a Sputnik V, da Rússia.