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O Brasil segue exportando o coronavírus para outros países. A variante amazonense P.1, que se tornou predominante na região e já começa a ser vista em outras partes do país, aos poucos é descoberta em mais regiões do planeta. Desta vez, foi Portugal que anunciou a detecção de casos de Covid-19 causada pela cepa detectada no Brasil.
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Segundo a emissora portuguesa SIC, foram dois casos relatados com a P.1. Ambos foram encontrados na região de Lisboa, mas não foi informado se os pacientes estiveram no Brasil ou tiveram contato com brasileiros.
A descoberta foi feita pelo laboratório Unilabs, uma organização privada que é responsável pela maior parte dos diagnósticos de Covid-19 no Brasil. As informações foram repassadas para autoridades governamentais, que dará ao Instituto Ricardo Jorge, dedicado à saúde pública, a missão de investigar as amostras.
O boletim epidemiológico semanal da Organização Mundial da Saúde mais recente, publicado na última terça-feira (9), já indicava que 14 países já detectaram a variante P.1 em circulação e mais dois ainda investigando. Portugal, que acaba de anunciar a descoberta, era um dos poucos países na Europa Ocidental que ainda não haviam detectado a cepa brasileira.

Portugal já havia tomado medidas para tentar minimizar os riscos de propagação da variante brasileira P.1 em seu território. O país havia fechado as fronteiras para viajantes do Brasil, com a suspensão de voos entre os países por duas semanas, entre 29 de janeiro e 14 de fevereiro. Apenas voos humanitários e de repatriação seriam permitidos, com exigência de PCR negativo e 14 dias de quarentena obrigatória ao chegar ao país.
A preocupação parece ser justificada. A variante brasileira P.1 conta com a mutação E484K que também é encontrada na variante B.1.351, que se tornou dominante na África do Sul e que tem demonstrado redução de eficácia em testes com várias das vacinas em uso. O boletim da OMS aponta que investigações preliminares da variante brasileira indicam que ela também tem a capacidade de reduzir a neutralização por anticorpos, então pessoas vacinadas ou que desenvolveram resposta imunológica contra infecção prévia poderiam estar mais expostos.
Existe também a suspeita de que ela seja mais transmissível do que as variações anteriores do vírus. Um possível indicador é a predominância do vírus em Manaus; em dezembro, uma análise de amostras apontava que a P.1 já era responsável por 52% dos casos de Covid-19 na cidade, mas em janeiro esse número já era de 85%, o que pode indicar uma vantagem sobre o vírus original que favorece a propagação.