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O Ministério da Saúde confirmou nesta sexta-feira (19) que comprará mais unidades da CoronaVac produzidas pelo Instituto Butantan. A pasta anunciou um termo de intenção de compra de 30 milhões de doses.

A expectativa do ministério é de que o novo lote seja entregue entre outubro e dezembro de 2021, considerando que o Butantan deve terminar de entregar as 100 milhões de doses já contratadas até setembro.

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No entanto, é possível que a entrega desse novo contrato comece antes. Isso porque o instituto prevê que conseguirá entregar as 100 milhões de doses até o mês de agosto, o que permitirá o início dos trabalhos no novo carregamento.

O comunicado não diz, no entanto, se o novo lote tem relação com as 20 milhões de doses que o governo de São Paulo anunciou que estava negociando com o objetivo de imunizar especificamente os habitantes do estado.

Também vale notar que o termo de intenções, apesar de indicar o interesse na compra, não é um contrato de fornecimento definitivo.

Atraso na CoronaVac gera tensão

Apesar das negociações aparentemente avançadas, a relação do Ministério da Saúde com o Instituto Butantan está estremecida. Nesta semana, a pasta divulgou um cronograma de entrega de vacinas e imediatamente anunciou que ele não seria cumprido em decorrência no atraso do fornecimento das doses da CoronaVac previstas para fevereiro.

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O Butantan se defendeu das declarações da Saúde alegando que o atraso é culpa do próprio governo federal, por se indispor com a China, dificultando a liberação da matéria-prima.

“O Ministério da Saúde omite e ignora fatos em seu comunicado oficial. Deixa de informar que, como é de conhecimento público, o desgaste diplomático causado pelo governo brasileiro em relação à China provocou atrasos no envio da matéria-prima necessária para a produção da vacina. Além disso, não houve qualquer empenho da União na liberação dos insumos junto ao governo chinês”, diz o comunicado divulgado pelo instituto.