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A Start-up americana Aptera Motors apresentou o que pode ser o primeiro carro movido a energia solar a ser produzido em massa no mundo. O modelo, que tem o mesmo nome da empresa, apresenta um design que lembra o Batmóvel da série da década de 1960.

O Aptera é um veículo compacto, que tem apenas três rodas e cerca de 10 metros de quadrados de células solares. De acordo com os desenvolvedores, o carro tem eficiência o suficiente para percorrer em torno de 65km em um dia ensolarado e sem nuvens.

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A ideia inicial de Chris Anthony e Steve Fambro, fundadores da Aptera, não era um veículo movido à energia solar, mas um carro que fosse mais eficiente. Neste aspecto, os elétricos são mais eficientes, pois perdem, em média, 20% da energia recebida, contra 72% dos veículos com motor à combustão.

Os criadores dizem que o carrinho é 13 vezes mais eficiente que uma caminhonete à gasolina e 4 vezes mais potente que um veículo elétrico médio. Isso acontece porque 90% da energia captada pelos painéis solares é usada para que o veículo se mova.

Chris Anthony e Steve Fambro, fundadores da Aptera Motors
Chris Anthony e Steve Fambro, fundadores da Aptera Motors. Crédito: Aptera Motors/Divulgação

Entraves para produção em massa da Aptera

Já é possível reservar unidades do Aptera no site da empresa por US$ 25.900 (cerca de R$ 143.025), mas os criadores ainda vêm alguns entraves para seu sucesso comercial. O primeiro deles é o design, que foi pensado em cada detalhe para criar um carro focado em eficiência.

Entretanto, para Anthony e Fambro é uma incógnita se os consumidores vão querer comprar um carro que, segundo eles, parece “uma mistura de um Batmóvel com um besouro”. Além disso, uma primeira tentativa de um conceito parecido deu errado e levou a primeira empresa deles à falência.

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Células de energia do Aptera. Crédito: Aptera Motors/Divulgação

Além disso, como o Aptera é um carro pequeno, algumas poucas células solares pode impulsioná-lo. Mas para mover um veículo de tamanho comum seria necessário um painel do tamanho de um caminhão para que ele se andasse alguns quilômetros.

Via: The Washington Post

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