A empresa norte-americana Verkada, que produz câmeras para monitoramento de ambientes corporativos, está analisando a invasão de 150.000 câmeras de segurança usadas em escolas, hospitais e empresas como a Tesla e a Cloudflare.

Segundo a Bloomberg, câmeras de hospitais, prisões, clínicas e até mesmo dos escritórios da própria Verkada foram acessadas, dando aos invasores acesso a tudo o que acontece ao seu redor.

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A agência de notícias afirma que teve acesso a imagens que mostravam enfermeiros controlando um paciente em um hospital na Flórida, policiais interrogando um suspeito em Massachusetts e funcionários trabalhando em uma linha de montagem da Tesla em Xangai.

Uma das empresas afetadas é a Cloudflare, que fornece serviços como redes de distribuição de conteúdo, proteção contra ataques DDoS e segurança aos sistemas web de seus consumidores.

Verkada Viewing Station permite gerenciar imagens de até 36 câmeras em um só local
Verkada Viewing Station permite gerenciar imagens de até 36 câmeras em um só local. Imagem: Verkada

“… fomos alertados que o sistema de câmeras de segurança da Verkada que monitora os principais pontos de entrada e circulação em alguns escritórios da Cloudflare pode ter sido comprometido. As câmeras estavam localizadas em escritórios que estão fechados há vários meses”, disse a empresa.

O responsável pelo ataque

O hacker Tille Kottman assume autoria do ataque. Em declaração à Bloomberg, ele afirma que entre os motivos estavam “muita curiosidade, luta pela liberdade de informação e contra a propriedade intelectual, uma grande dose de sentimento anticapitalista e uma pitada de anarquismo – e é divertido demais para resistir”.

A BBC informa que o ataque não foi sofisticado e envolveu o uso de uma conta de “super administrador” para acessar os sistemas. Um porta-voz da Verkada afirmou que a empresa “desabilitou todas as contas internas de administrador para impedir qualquer acesso não autorizado”.

A empresa também estabeleceu um serviço de suporte para os consumidores afetados, e afirma que “nossas equipes interna e externa de segurança estão investigando a escala e escopo do problema, e notificamos a polícia”.

Fonte: BBC, Bloomberg