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O adesivo é macio e elástico, capaz de monitorar a pressão arterial do usuário e os níveis bioquímicos ao mesmo tempo. / Centro de Notícias da UC San Diego – Divulgação

Um grupo de pesquisadores da Universidade da Califórnia, em San Diego (EUA), desenvolveu um pequeno adesivo para a pele, com múltiplas funções de monitoramento.

O dispositivo elástico e macio, que tem aproximadamente o tamanho de um selo postal, é capaz de monitorar a pressão arterial e a frequência cardíaca, além de checar os níveis de glicose, lactato, álcool ou cafeína no sangue.

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Outros dispositivos, como os relógios de pulso computadorizados e os medidores de glicose, por exemplo, realizam suas funções separadamente. Já o adesivo permite tudo isso de uma só vez.

A capacidade multiforme de monitoramento é possível graças a três sensores: um de pressão arterial e dois sensores químicos. Os sensores químicos são os que medem os biomarcadores do sangue.

Além dessas informações sobre os sinais vitais, os pesquisadores afirmam que o adesivo pode até mesmo descobrir o que os usuários beberam ou comeram.

O objetivo dos cientistas era possibilitar o monitoramento sem a necessidade de procedimentos invasivos e potencialmente perturbadores aos pacientes.

O próximo passo é adicionar mais sensores ao adesivo para pele, com capacidade até de detectar certas doenças. Eles também pretendem tornar o sensor ainda menor e mais prático, sem a necessidade de conexões externas. O protótipo atual precisa ser conectado com cabos a uma máquina de bancada e fonte de alimentação.

Adesivo para pele pode ser aliado contra a Covid-19

O estudo foi publicado na Nature Biomedical Engineering. Os cientistas agora estão na expectativa de interesse da indústria para lançamento no mercado. Eles apostam que, se isso acontecer, o adesivo poderá ajudar no combate à Covid-19.

Isso porque pessoas com hipertensão, diabetes e outros distúrbios metabólicos têm maior risco quando infectados pelo novo coronavírus. Com o uso do dispositivo e o monitoramento remoto, os níveis podem ser controlados, e as consultas presenciais se tornam menos necessárias.

Fonte: The Independent