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Quem nunca pensou em viver fora da Terra? Apesar de incrível, nosso planeta muitas vezes nos oferece coisas não muito legais, a maior parte causada por nós mesmos. Ou como a pandemia do coronavírus. Pensando nisso, um grupo de astrônomos italianos elaborou um estudo apontando qual o lugar mais seguro para se viver em toda Via Láctea.
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De acordo com a pesquisa, é importante olharmos para o centro da galáxia quando formos pensar em deixar a Terra. Os astrônomos chegaram nesta conclusão analisando lugares onde explosões cósmicas, como supernovas e rajadas de raio gama, possam ter matado espécies de vida ao expelir partículas de alta energia e radiação que fragmentam o DNA.
Levando essa lógica em consideração, os astrônomos decidiram buscar os lugares mais seguros na história de 11 bilhões de anos da galáxia, ou seja, aqueles que estão longe de explosões. O resultado dessa busca aponta que estamos próximos a vizinhos hospitaleiros.
Porém, só estar longe de explosões não é o suficiente. Também é necessário que o próximo local habitável esteja em uma zona onde o calor e a atividade da estrela hospedeira sejam médias, nem forte e nem fraca. Além disso, também é necessário que o lugar consiga combater a radiação prejudicial vinda do espaço interestelar.
Para encontrar esse ponto seguro da Via Láctea, os astrônomos utilizaram modelos de formação e evolução, calculando quando regiões da galáxia seriam invadidas por radiação mortal. A pesquisa mostrou que durante anos a zona central era tomada por explosões, mas que com o envelhecer da galáxia, o cenário foi alterado.
Hoje, as regiões intermediárias no centro da galáxia são as áreas mais seguras para a vida. Mais perto do centro, supernovas e outros eventos ainda são comuns e, nos arredores, há menos planetas terrestres e mais explosões de raios gama. Felizmente, nossa “vizinhança galáctica” está se tornando cada vez mais favorável à vida. E, no futuro de longo prazo, haverá menos eventos extremos que poderiam causar outra extinção em massa.
Quem sabe um dia a gente encontra um “vizinho” bem hospitaleiro, não é??