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Pandemia teve muita influência na aceleração da transformação digital e impactou nos modelos de negócios e em como a tecnologia passou a ser aplicada nas empresas

Os últimos meses foram intensos no setor de tecnologia. Fomos pegos de surpresa, assim como a área da saúde, por uma situação inimaginável: a de uma pandemia. Isso acelerou os processos de transformação digital nas empresas pelo mundo todo, que se viram obrigadas a implantar o modelo de trabalho remoto para continuar com os negócios. Depois de mais de 365 dias em casa, é hora de analisar os impactos dessa mudança e como deve ser o futuro da tecnologia a partir de agora.

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Em uma reportagem a respeito de uma pesquisa do Gartner, me surpreendi positivamente ao ler que os gastos mundiais com Tecnologia da Informação devem ultrapassar os 4 trilhões de dólares ao longo de 2021. Um pouco antes dessa pesquisa, um estudo realizado pela consultoria Marsh, a pedido da Microsoft, havia indicado que o aumento de orçamentos em segurança cibernética não foi o principal foco das empresas em 2020. Segundo o estudo, apenas 16% das corporações entrevistadas afirmaram ter investido no setor durante a pandemia.

Por isso, a previsão do Gartner alegra os profissionais do setor que, em 2020, já haviam percebido um avanço com relação a investimentos em tecnologia em geral. No entanto, essa nova estimativa é 8,4% maior do que o que ocorreu no ano passado, o que significa dizer que não há mais tempo a ser perdido pelas empresas, sejam elas do tamanho que forem. Inovação e segurança precisam andar juntas, mais do que nunca.

Não há como negar que o setor de TI ganhou os holofotes durante esse período de isolamento social e consequente início do home office. De acordo com o IBGE, os serviços dessa área quase dobraram de tamanho entre 2012 e 2020, acumulando um crescimento de 95,6%. Só em 2020, foram quase 8,5% de crescimento, um valor que segue na contramão da média dos outros setores.

Em artigos anteriores, salientei a importância que os recursos tecnológicos estão ganhando dentro das empresas e a necessidade das corporações em fazer as adequações para diminuir os possíveis impactos negativos dessa transformação, gerar mais renda para as empresas sem afetar a segurança de dados corporativos e colaboradores e em fazer com que a tecnologia esteja no DNA do negócio.

Soluções como Internet das Coisas (IoT), nuvem e gerenciamento remoto foram alguns dos destaques em implementações feitas em nível corporativo. E, ao que tudo indica, devem crescer ainda mais nos próximos anos. Falo isso porque acredito que, além de terem um papel fundamental no auxílio das equipes com as demandas do dia a dia, o home office e as consequentes inovações nos permitiram investir ainda mais em descobertas e melhorias para tornar a tecnologia acessível e prática.

Voltando aos dados, é importante destacar que uma outra pesquisa do IBGE, feita em 2018, apontava que 3,8 milhões de pessoas já haviam aderido ao modelo de trabalho remoto no Brasil. A diferença para o que vivemos hoje é que, naquela época, a preocupação com a segurança dos equipamentos e dos dados armazenados dentro deles não era um assunto muito discutido. Entretanto, para que seja possível melhorar cada vez mais a experiência de quem precisa permanecer em casa ou que, mesmo no mundo pós-Covid, vai optar por seguir a jornada híbrida, é fundamental que haja mais e mais investimentos em tecnologia, segurança da informação e, principalmente, na conscientização de equipes e líderes corporativos, transformando a realidade e fazendo do universo um lugar mais digital e igualmente eficiente para todos.

Por Carlos Baleeiro, Country Manager da ESET no Brasil