Mais uma vez, fornecedores da Apple e outras empresas de tecnologia estão sob acusação de utilizarem trabalho forçado na confecção de componentes para os clientes. A informação foi dada em uma reportagem do The Information, que entrevistou diretores de organizações de combate ao trabalho escravo.

Segundo as entidades, empresas como a Advanced-Connectek se valem de programas sociais do governo chinês para criar condições subumanas de trabalho para a população uigur, uma minoria turcomena que habita a região autônoma de Xinjiang, no noroeste do país.

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Pelo trecho publicado no The Information, a Advanced-Connectek atende também empresas como Amazon, Google, Microsoft e Facebook. Uma das fábricas funciona nos arredores da linha do deserto de Xinjiang, com uma estrutura rodeada por muros altos e cercas, da qual se tem apenas uma via de entrada e de saída.

As evidências mencionadas vêm de imagens divulgadas pelo próprio governo chinês, que afirma ser uma iniciativa de criar novas opções de trabalho para cidadãos em áreas mais pobres, mas estudiosos dizem que não há direito de escolha para os trabalhadores:

A Apple comentou o caso, dizendo que constantemente busca por evidências de más práticas entre seus fornecedores, mas que não encontrou nada até hoje. Normalmente, quando a Apple descobre algum caso do tipo, ela prefere não comentar nada publicamente, e corta os laços com as empresas mencionadas.

Em dezembro de 2020, a Apple passou por outra situação simular de trabalho forçado, quando viu a Lens Technology, que fornece os displays sensíveis ao toque dos iPhones e iPads, também colocar os mesmos uigures em condições insalubres.

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