O aumento de dióxido de carbono na atmosfera terrestre piora um problema já existente: o lixo espacial. O aumento nas emissões reduz a densidade da alta atmosfera e faz com que os destroços permaneçam em órbita.

O que acontece naturalmente é que a atmosfera da Terra oferece uma resistência e “puxa” os destroços em órbita para baixo, e eles acabam se incinerando na queda.

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Objetos abaixo de 480 quilômetros de altitude caem naturalmente na baixa atmosfera mais espessa em menos de 10 anos. Segundo o pesquisador e sua equipe, a atmosfera até 400 quilômetros perdeu 21% de densidade por causa do aumento dos níveis de dióxido de carbono. O percentual pode chegar a 80% até o ano 2100 se os níveis forem duplicados.

Se o problema persistir, futuras gerações vão ter grande problemas, pois o acesso ao espaço vai ser cada vez mais difícil, ou até impossível. De acordo com o jornal The New York Times, mais de 2 mil e 500 mil objetos com mais de 10 centímetros orbitam a Terra a uma altitude inferior a 400 quilômetros.

No pior dos cenários, a quantidade de lixo espacial em órbita pode aumentar 50 vezes até o ano 2100. Mas até na melhor das hipóteses, com níveis de dióxido de carbono estabilizados ou até revertidos, a quantidade de lixo espacial deve dobrar.

O perigo já é grande. Astronautas muitas vezes disseram que conseguem ouvir impactos de pequenos objetos na estrutura da estação espacial internacional. O risco é ainda maior em missões externas, quando eles usam os trajes espaciais e ficam mais expostos.

É, pelo jeito vai faltar espaço para a passagem dos foguetes se não se encontrar uma forma eficaz de tirar uma boa parte do lixo que orbita o planeta Terra.

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