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Engenheiros da Universidade de Purdue, nos EUA, estão testando um protótipo de refrigerador para que a comida dos astronautas tenha mais qualidade em missões futuras. A pesquisa tem o apoio técnico de empresas de geladeiras e da Nasa.
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Por enquanto, limitações técnicas impedem que um refrigerador seja levado nas missões da Terra ao espaço. Por isso, a comida dos astronautas é enlatada e seca, com uma vida útil de mais ou menos três anos, mas sem muita variedade ou sabor. Mas agora, engenheiros estão usando a microgravidade para criar um sistema de manutenção que pode conservar alimentos por até seis anos.
Três testes já foram realizados para avaliar o design de um refrigerador especialmente projetado e acoplado em um avião especial, que por sua vez realizou 30 voos em microgravidade – com cada voo durando em torno de 20 segundos.
Segundo os dados coletados até agora, a experiência parece ser promissora: o refrigerador funcionou normalmente.
Na prática, o funcionamento do refrigerador no espaço é exatamente o mesmo que ele teria aqui na Terra. O problema é que os refrigeradores comuns dependem de óleo que corre por tubos para que eles funcionem.
Líquidos, como todo o resto das coisas, não se movem em ambientes de zero gravidade. Logo, simplesmente enfiar uma geladeira em uma cápsula não funcionaria.
O protótipo dos testes bombeia um líquido refrigerado a uma velocidade acelerada, reduzindo os efeitos da gravidade.
Também ajuda o fato de o aparelho ter mais ou menos o tamanho de um microondas, o que facilita o posicionamento dentro das prateleiras da Estação Espacial Internacional.
Os engenheiros ainda vão testar o refrigerador por mais algumas semanas. Se depender deles, os astronautas vão ter muito mais prazer na hora das refeições.
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