Nos últimos anos, uma parte das descobertas sobre o universo vem sendo realizado por cidadãos comuns. É o caso da jovem mineira Lorrane Olivlet, de 26 anos, que descobriu não um, mas quatro asteroides em sequência.

A jovem é formada em Engenharia Biomédica, e se inscreveu no projeto de caça a asteroides da NASA, o International Astronomical Search Collaboration, programa de ciência cidadã que conta com a colaboração de cientistas amadores do todo o mundo para fazer descobertas astronômicas.

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E desde a inscrição, a Lorrane passou um longo período analisando as imagens captadas pelo telescópio Pan-STARRS, localizado no Monte Halekala, no Havaí.

Por ter feito a descoberta, a jovem pesquisadora vai ter direito de dar nome aos asteroides. Ela pretende batizar os corpos celestes com os nomes dos pais, Mariza e Euler, e do namorado, Guilherme Augusto, que sempre a incentivaram no projeto.

Dos quatro asteroides identificados pela pesquisadora, três já foram para as etapas preliminares da NASA. O outro objeto ainda está em análise. Segundo Lorrane, todo esse processo pode levar de três a 10 anos para ser concluído.

Aqui no Brasil, o projeto da NASA, acontece em parceria com o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações. Os inscritos são de estados e universidades diferentes, e têm como missão encontrar asteroides de forma remota, utilizando o software Astrometrica, ferramenta que simula o Sistema Solar e que é destinada a medições de astros menores, como cometas, planetas anões e, claro, asteroides.

E para ajudar outros jovens que querem desvendar os mistérios do universo, Lorrane fundou o InSpace, um grupo composto por 55 membros das áreas da ciência, tecnologia, engenharia, arte e matemática, sempre com foco em assuntos relacionados ao espaço.

Reportagem: Elias Silva

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