Um respeitado cientista norte americano está preocupado com as tentativas de comunicação com possíveis povos extraterrestres.

Mark Buchanan, físico e ex-editor da revista Nature, escreveu um artigo para o jornal americano The Washington Post nesta quinta-feira, afirmando que tentar se comunicar com extraterrestres, se eles existirem, pode ser extremamente perigoso.

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Ele explica que a busca por alienígenas atingiu um estágio de sofisticação tecnológica que precisa de regulamentação estrita para evitar riscos. Sem supervisão, qualquer pessoa que tenha acesso a uma poderosa tecnologia de transmissão pode realizar ações que afetariam o futuro de todo o planeta.

O assunto é debatido nos Estados Unidos após declarações de militares, agentes de inteligência e políticos sobre os chamados fenômenos aéreos não identificados. Um relatório detalhando o que o governo americano sabe a respeito desses fenômenos está previsto para ser divulgado no próximo dia 25.

Para o físico, se os extraterrestres existirem, provavelmente são muito mais avançados tecnologicamente do que nós, por uma razão simples: A maioria das estrelas em nossa galáxia é muito mais velha que o sol. Se civilizações surgem com bastante frequência em alguns planetas, então deve haver muitas civilizações em nossa galáxia milhões de anos mais avançadas que a nossa. Muitos deles provavelmente teriam dado passos significativos para começar a explorar e possivelmente colonizar a galáxia.

Mas não é realista se preocupar com o perigo de uma invasão alienígena. Afinal de contas, enviamos emissões de rádio e televisão para o espaço há um século, e uma civilização muito mais avançada que a nossa provavelmente já as detectou. Se eles quisessem invadir, já estariam por aqui.

Ele finaliza dizendo que as tentativas de ouvir ou chamar os alienígenas alcançaram o estágio em que exigem uma discussão pública mais ampla, para desenvolver uma regulamentação sensata. Isso vai exigir os esforços de líderes de muitas nações, e deve acontecer agora. Ou em breve, antes que seja tarde.

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