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A crise global de chips e semicondutores pode estar longe de terminar. E, mais do que isso, ela pode muito bem piorar em um futuro próximo, caso novos surtos de Covid-19 atinjam países do continente asiático.
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É o que sugere uma reportagem publicada pelo The Wall Street Journal, lembrando que as campanhas de vacinação ainda estão em estágio inicial em partes da Ásia. E o pior é que essas são algumas das regiões mais importantes para a distribuição global de chips semicondutores.
Taiwan, por exemplo, que tem papel fundamental na indústria global de chips, está observando um aumento na quantidade de infectados e mortos pela Covid-19 desde o início de maio, com centenas de novos casos registrados todos os dias. O surto atingiu a King Yuan Electronics, uma das maiores empresas de testagem e embalagem de processadores – mais de 200 trabalhadores foram infectados nas últimas semanas, e mais de 2000 foram colocados em quarentena. Com redução de operários, a companhia espera um corte de pelo menos um terço em sua receita apenas no mês de junho.
Além de Taiwan, a reportagem do WSJ também cita fábricas que diminuíram a produção na Malásia, também devido à infecção de funcionários pela Covid-19. Enquanto isso, o porto de Yantian, um dos maiores de Shenzhen, na China, funciona com apenas 30% da sua capacidade.

A crise de chips e semicondutores
O mundo enfrenta falta de semicondutores devido principalmente à pandemia de Covid-19, que gerou uma série de fatores que está até agora prejudicando a distribuição de chips pelo globo.
Ao mesmo tempo em que a pandemia aumentou a busca por produtos eletrônicos como celulares e computadores para quem ficou trabalhando em casa, ela também prejudicou toda a cadeia global de produção, passando por fábricas fechando devido a surtos da doença a portos atrasando o envio de produtos para outros lugares do mundo.
Como consequência, a demanda por chips cresceu em um momento em que a oferta baixou consideravelmente. Até as coisas se reequilibrarem deve demorar – a TSMC, fabricante de processadores para Apple, Qualcomm e outras, prevê que a falta dos componentes deve continuar em 2022. Isso sem considerar possíveis novos surtos que venham a atrasar ainda mais a fabricação pelo planeta.