Para observar o comportamento predatório de uma espécie de caracol, cientistas da Universidade de Michigan adotaram uma estratégia inusitada: transformar os animais em “ciborgues” rastreáveis, usando o M3, o menor computador do mundo.

O alvo do estudo é esse caracol, chamado de lobo rosado. Ele foi introduzido nas Ilhas da Sociedade na Polinésia Francesa, na década de 1970, e quase erradicou todas as espécies de caramujos nativos da área, o que representou uma perda devastadora de biodiversidade local.

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Mas cinco espécies conseguiram sobreviver, incluindo a Partula hyalina. Agora, por causa da técnica dos “ciborgues”, os pesquisadores finalmente puderam descobrir que o hyalina tem menos sensibilidade à luz do sol, o que permite que ele fique perto das bordas da floresta durante o dia, enquanto o rosado precisa se retirar para as sombras. Assim, ele pôde escapar do voraz predador…

Para o futuro, os cientistas esperam que o M3 possa ajudar em outros projetos de conservação, o que significa que mais animais ciborgues podem surgir em breve.

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