O ímã mais poderoso do mundo está a caminho da França, para ser usado em um projeto de energia por fusão que, se der certo, pode resolver um dos maiores quebra-cabeças da física moderna: usar a fusão atômica para se produzir mais energia do que se consome.

O processo de geração de energia por fusão já é conhecido pela humanidade. Entretanto, da forma como é feito hoje, essa energia é gerada a um volume inferior do que aquilo que foi gasto para produzi-la. Inverter esse quadro é tido como o “Santo Graal” por pesquisadores do meio.

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Imagem mostra o ITER, reator que receberá o maior imã do mundo para gerar energia por fusão sem perda de desempenho
O ITER, ainda em construção, será o maior reator de fusão do mundo, usado na pesquisa de geração de energia limpa e ilimitada. Imagem: ForoNuclear/Reprodução

Por essa razão, o solenóide de aproximadamente mil toneladas – que pode gerar campos eletromagnéticos controlados – foi desmontado na Califórnia, EUA, e está sendo transportado em partes para o projeto ITER – um mega reator localizado na França. Quando remontado, o imã terá pouco mais de 18 metros de altura e quase quatro metros de largura, podendo gerar um campo magnético de 13 teslas – para fins de comparação, esse número é cerca de 280 mil vezes maior que o campo natural da Terra.

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Energia por fusão: como funciona?

O processo de fusão para geração de energia é relativamente simples de se entender: basicamente, você funde átomos de hidrogênio até que virem átomos de hélio. Esse processo gera uma quantidade absurda de energia, que por sua vez pode ser usada para gerar eletricidade.

Como dissemos, porém, esse processo gasta muito mais energia para ser conduzido do que o resultado que ele entrega, tornando-o contraproducente.

O time por trás do reator ITER, porém, tem o potencial de inverter esse problema por completo. Quando sua construção terminar, o ITER será o maior reator de sua categoria no planeta, e o trabalho em conjunto com o maior imã do mundo pode gerar energia por fusão, mas sem o risco de um colapso nuclear.

E com o volume de energia produzida superando aquele gasto para criá-la, teremos algo muito próximo da “energia ilimitada”, com produção de lixo nuclear reduzida, isso se não completamente anulada.

Entretanto, é importante ressaltar que ainda estamos bem longe desse objetivo: o time do ITER espera que a primeira geração de “plasma” seja atingida ao final de 2025. A operação do reator a todo vapor, então, deve começar cerca de uma década depois disso.

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