O imã mais poderoso do mundo está a caminho da França, para ser usado em um projeto de energia por fusão que, se der certo, pode resolver um dos maiores quebra-cabeças da física moderna: usar a fusão atômica para conseguir mais energia do que se consome no processo de produção.

A peça de aproximadamente mil toneladas, que vai ser usada para gerar campos eletromagnéticos controlados foi desmontado na Califórnia, e está sendo transportado em partes para o projeto ITER, um mega reator localizado na França. Quando remontado, o imã vai ter pouco mais de 18 metros de altura e quase quatro metros de largura, podendo gerar um campo magnético 280 mil vezes maior que o campo natural da Terra.

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O processo de fusão para geração de energia é relativamente simples de se entender: basicamente, você funde átomos de hidrogênio até que virem átomos de hélio. Esse processo gera uma quantidade absurda de energia, que por sua vez pode ser usada para gerar eletricidade.

Mas até agora esse processo gasta muito mais energia para ser conduzido do que o resultado que ele entrega.

A expectativa é que o ITER inverta esse problema por completo oferecendo algo muito próximo da “energia ilimitada”, com produção de lixo nuclear reduzida, ou até completamente anulada.

É importante ressaltar que ainda estamos bem longe desse objetivo: a primeira geração de “plasma” deve ser atingida ao final de 2025, e a operação do reator a todo vapor deve começar cerca de uma década depois disso.

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