Um grupo de astronautas a bordo da Estação Espacial Internacional conseguiu realizar pela primeira vez o processo de edição de genes no espaço. Uma das pioneiras na realização deste processo fora da Terra foi a astronauta Christina Koch.

Estudos anteriores deste tipo só não foram realizados, além da impossibilidade tecnológica, por conta de preocupações de segurança. No experimento, o grupo produziu uma quebra de DNA de fita dupla, que é particularmente prejudicial, em uma cultura de células de levedura. O teste foi concluído há algum tempo, mas as descobertas só foram publicadas na semana passada.

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Os pesquisadores querem descobrir como e se o DNA pode ou não se reparar durante uma viagem espacial. Em comunicado à imprensa, a Livraria Pública de Ciências, explicou que os astronautas que viajam para fora da atmosfera da Terra enfrentam um risco maior de danos ao DNA por conta da radiação ionizante que permeia o universo.

Por isso, estratégias específicas para a edição de genes podem ser importantes em um futuro próximo, já o turismo espacial está prestes a se tornar uma realidade e vários países têm projetos para exploração espacial com viagens de longo prazo a locais como a Lua.

Caso os pesquisadores consigam entender melhor os potenciais danos causados ao DNA dos astronautas pela radiação ionizada, vai ser possível a criação de métodos de proteção. Com astronautas mais preparados e protegidos, as viagens espaciais vão poder ser mais longas e com destinos mais distantes.

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