Criminosos presos no final de 2020 intrigaram a polícia, os técnicos forenses e os maiores especialistas em segurança de sistema do Brasil ao afirmarem que conseguiam desbloquear todos os modelos de iPhone.

Uma série de reportagens feitas pela Folha de S. Paulo, desde o mês passado, abordou a explosão desse tipo de crime no país.

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Segundo a reportagem, os bandidos conseguiam realmente efetuar o desbloqueio de todos os tipos de iPhone, até a série 11. Quando a quadrilha foi presa, no fim do ano passado, o iPhone 12 ainda não havia sido lançado no Brasil.

De acordo com o delegado responsável pela prisão da quadrilha, a técnica utilizada era muito mais simples do que se pensava.

Eles apenas retiravam os chips dos aparelhos furtados e o inseriam em um aparelho desbloqueado. Em seguida, faziam pesquisas nas redes sociais das vítimas para saber qual a conta estava vinculado aquele número de linha.

Na sequência, eles buscavam o endereço de email que a vítima utilizava para backup de conteúdo do aparelho, principalmente em nuvens iCloud e Google Drive.

Então, ao baixar as informações da nuvem no novo aparelho, os bandidos buscavam ali qualquer informação ligada à palavra “senha”, e, segundo o delegado, assim obtinham os números de acessos ao celular e às contas bancárias.

Feito isso, os chips eram novamente inseridos nos celulares das vítimas. Com as senhas em mãos, os criminosos repassavam os aparelhos para o membro da quadrilha responsável pelo acesso às contas e pela transferência de todo valor possível para contas de laranjas.

Sobre os aplicativos bancários, a Federação Brasileira de Bancos afirma que eles contam com elevado grau de segurança desde o desenvolvimento até a utilização, não existindo qualquer registro de violação de segurança.

Já a Apple afirmou que não vai se manifestar sobre isso.

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