A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou no mês passado a inclusão de adolescentes a partir dos 12 anos na bula da vacina da Pfizer. Com isso, o imunizante já pode ser aplicado no grupo. Inicialmente, o produto era recomendado apenas para pessoas com mais de 18 anos, após isso ganhou a liberação para 16 e depois para 12 anos. No entanto, a CoronaVac ainda não conseguiu essa liberação.

De acordo com a nota da Anvisa, a Pfizer foi a única farmacêutica que solicitou a vacina para o público dessa idade. O governo de São Paulo anunciou planos para imunizar a faixa etária a partir do fim de agosto, mas o Instituto Butantan ainda não pediu a liberação da CoronaVac, vacina contra a Covid-19 mais usada no Brasil e produzida pelo laboratório.

publicidade

Anvisa e a liberação de vacinas para adolescentes

“Não há solicitação na Anvisa do Instituto Butantan para alteração de bula da CoronaVac e inclusão de crianças e adolescentes. Portanto, não há pedido dependendo de análise da Anvisa”, disse a agência. “A competência para solicitar a inclusão de novas indicações na bula é do laboratório, e deve ser fundamentada em estudos que sustentem a indicação pretendida tanto em relação aos aspectos de segurança como de eficácia”, completou ainda.

Leia mais:

A Anvisa ainda disse que a liberação da Pfizer para adolescentes com 12 anos um mais ocorrer após a apresentação de testes e estudos sobre o tema e que, se receber um pedido da CoronaVac, vai analisar da mesma forma. “Desde o início do ano passado, a Anvisa tem realizado uma troca de informações frequentes com os laboratórios envolvidos no desenvolvimento de vacinas contra a Covid-19, assim como tem acompanhado todas as publicações científicas sobre o tema. No entanto, não há pedido de aprovação da CoronaVac para essa faixa etária”, completa ainda a nota.

Os testes com a vacina da Pfizer também já ocorrem em crianças com 12 anos ou menos desde o no fim de março. No total, 4.500 crianças foram imunizadas no período de testes, a maioria nos Estados Unidos. A farmacêutica diz que ainda desenvolve o estudo para a aplicação em crianças.

Já assistiu aos nossos novos vídeos no YouTube? Inscreva-se no nosso canal!