A Nasa tem um veterano trabalhando em Marte: o Curiosity completa nesta quinta-feira 9 anos de pesquisas no nosso vizinho mais próximo dentro do sistema solar.

A resistência do equipamento é surpreendente: originalmente, a missão foi programada para durar 1 ano marciano, pouco menos de dois anos terrestres. Durante esse tempo o Curiosity percorreu quase 26 quilômetros, perfurou rochas e coletou seis amostras de solo que nos deram informações valiosas sobre a geologia e história de Marte.

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Ele também detectou “nuvens” de metano na superfície do planeta, e produziu imagens sensacionais. O robô fez a maior foto panorâmica da paisagem marciana até hoje, fotografou a Terra e Vênus nos céus do planeta e chegou a fazer uma selfie antes de escalar um monte.

Mais importante ainda, o rover descobriu que a Gale Crater, cratera de 154 quilômetros de largura onde pousou, tinha abrigado um sistema de lagos e riachos em eras passadas. Observações adicionais sugeriram que esse ambiente foi habitável por longos períodos, talvez centenas de milhões de anos de cada vez.

Ma os rigores do clima marciano sempre desafiaram o Curiosity: entre várias panes, ele chegou a ficar desorientado em janeiro deste ano. Ele normalmente armazena na memória a posição de todas as partes do veículo, direção dos instrumentos e detalhes da paisagem local. Esses dados ajudam o rover a saber exatamente onde está em Marte e como se mover com segurança. Nessa pane, ele chegou a travar, mas não por muito tempo. Dois dias depois, já operava normalmente.

Durante sete anos, o Curiosity teve a “companhia” do Opportunity, um rover mais antigo da Nasa que pousou em Marte em 2004 e ficou ativo até meados de 2018. Depois de um curto período de “solidão”, ele ganhou a companhia do lander InSight, que chegou em novembro de 2018 com a missão de estudar o interior do planeta.

Em fevereiro deste ano chegaram o rover Perseverance e o helicópetro Ingenuity, e em maio o rover chinês Zhurong.

A vida útil do Curiosity é limitada apenas pela durabilidade dos componentes mecânicos, que estão em bom estado, e da fonte de energia, um gerador termoelétrico chamado RTG que funciona à base de plutônio. Se não ocorrer alguma falha mecânica mais séria, ele deve continuar explorando o planeta por ao menos mais cinco anos, até 2026.

Com certeza, ele vai descobrir mais fatos importantes sobre Marte, e a gente vai mostrar tudo, claro!!

Então, parabéns Curiosity!!

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