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Uma pesquisa da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) tenta, desde 2013, desenvolver um método capaz de proteger a saúde de mães e bebês que sofrem com o uso da cocaína durante a gestação.
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Os pesquisadores conseguiram desenvolver uma espécie de vacina anticocaína que é capaz de evitar problemas como pré-eclâmpsia grave, aborto espontâneo e parto prematuro com complicações, nas gestantes usuárias de cocaína. O imunizante está em fase de estudo pré-clínico.
Já nos bebês que sofrem a consequência do uso de drogas, a vacina pode impedir malformações, síndrome de abstinência no recém-nascido e prevenção de baixo peso no nascimento.

“Os resultados são de grande relevância científica, já que não existe nenhum tratamento aprovado por agências reguladoras mundiais para esse fim”, afirmou o professor do Departamento de Saúde Mental (SAM) da Faculdade de Medicina da UFMG, Frederico Garcia.
Os pesquisadores responsáveis pelo novo medicamento apontam, com base em estudos científicos, que apenas 25% das mães dependentes de cocaína conseguem interromper o uso da droga na gestação, o que aumenta ainda mais a necessidade e importância da pesquisa.
Até o momento os pesquisadores utilizaram ratos de laboratório para entender como a vacina criada pode agir no combate aos efeitos da cocaína. Quando comparado com o uso da droga, o imunizante foi capaz de produzir de quatro a seis vezes mais anticorpos.
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Nas ratas grávidas, foi possível notar a diminuição da passagem de cocaína para o cérebro da mãe e para os fetos, pela placenta. Os anticorpos também foram identificados no leite dos animais lactantes.
Foram testados 26 animais, metade utilizando o medicamento e a outra metade placebo. Quando comparado com as ratas que receberam o placebo, o grupo imunizado durante a gestação ganhou mais peso gestacional e apresentou uma ninhada maior.
Os filhotes de mães vacinadas também apresentaram o IgG anticocaína até o sétimo dia após o desmame e apresentaram efeitos locomotores e desinibitórios da cocaína mais baixos.
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