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Muito mistério e inúmeras lendas envolvem o famoso monumento Stonehenge, que foi montado na planície de Salisbury, no sul da Inglaterra, há cerca de 5 mil anos.
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Mas agora, pesquisadores da universidade de Brighton realizaram um estudo para explicar como essas pedras se mantém quase inalteradas depois de tanto tempo.
A resposta está na composição geoquímica das rochas, conhecidas como sarsens. Elas são formadas por 99,7% de cristais de quartzo, material que apresenta uma estrutura entrelaçada que torna as pedras quase indestrutíveis.
Segundo o estudo, alguns dos sarsens de Stonehenge contêm grãos de rocha com idades que chegam a 1 bilhão e 600 milhões de anos.
A análise só foi possível por causa de uma amostra retirada de um dos monolitos há 60 anos. Hoje, Stonehenge é protegido por lei e não pode ser alterado pelo homem.
Ela foi examinada com raios-X, microscópios, e até por uma tomografia computadorizada. Um dos pesquisadores brincou dizendo que a amostra é provavelmente a peça de pedra mais analisada além da rocha lunar.
Mas os maiores mistérios permanecem, como por exemplo a finalidade de construir esse monumento com rochas que foram retiradas da natureza em um local a mais de 225 quilômetros de distância.
Ao que tudo indica, Stonehenge era usado para rituais religiosos e observações astronômicas. A entrada principal se alinha com o nascer do sol no solstício de verão, e era o principal centro cerimonial da Inglaterra.
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