Você pode até pensar “peraí, quase ninguém usa o sistema operacional Linux!”. Isso até pode ser verdade se a gente considerar apenas o mercado de “PCs” desktop e notebooks. Dados recentes mostram que o Linux é usado em apenas 2,3% das máquinas. Já o sistema operacional da Microsoft, o Windows, domina o mercado com 87,7%.

Mas se olharmos com mais atenção o cenário é bem diferente.

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Mais de 70% dos smartphones no mundo são Android, e o coração de cada um deles é o kernel Linux. O Kernel é a parte mais importante dos sistemas operacionais. É ele que faz a ligação entre os programas e o processamento de dados.

As Smart TV com Web OS, um Chromecast ou FireTV, também tem Linux ali. Os Chromebook usados por tantos estudantes para estudar. Mais uma vez, Linux.

E mais: dos 500 supercomputadores mais poderosos do mundo, 484 usam uma versão do Linux como sistema operacional. E o Linux é o sistema sobre o qual rodam os serviços e produtos oferecidos por empresas como o Google, Facebook e Twitter, que são utilizados por bilhões de pessoas ao redor do mundo.

Também é o sistema escolhido pela SpaceX para operar veículos como os foguetes Falcon e a cápsula Crew Dragon, que leva astronautas à Estação Espacial Internacional.

Até mesmo no mundo dos games o Linux vem sendo adotado, desafiando a velha afirmação de que “não dá pra jogar” no sistema operacional.

O segredo do sucesso é a filosofia de desenvolvimento. Não existe um único “dono” ou empresa por trás do Linux. O código-fonte é aberto e pode ser estudado e modificado por qualquer um, e as modificações devem ser devolvidas à comunidade. Isto torna o sistema incrivelmente flexível e adaptável.

Quando uma nova plataforma de hardware surge, geralmente o Linux é o primeiro sistema operacional usado nos testes.

Existem inúmeros sistemas operacionais que contribuíram e continuam contribuindo para a evolução da tecnologia, mas o Linux mudou o mercado de computação como um todo, por isso, merece ser celebrado. Parabéns ao “Pinguim”!

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