A Nanoracks, empresa do Texas focada no desenvolvimento de ferramentas e reaproveitamento de hardware para a criação de estações espaciais, anunciou a abertura de uma subsidiária chamada “Starlab Oasis”, que trabalhará na pesquisa e desenvolvimento de comida no espaço.

Segundo o comunicado, a ideia é criar pesquisas que viabilizem a produção de alimentos em ambientes extremos a fim de combater a eventual escassez de comida que pode ser causada pelo aquecimento global.

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“A Nanoracks firmou uma parceria com o Escritório de Investimentos de Abu Dhabi [ADIO, na sigla em inglês] a fim de acelerar o ecossistema de AgTechs que vai impactar não apenas essa região mas o mundo todo. O ADIO está comprometido com um desenvolvimento econômico de longo prazo para viabilizar um centro de pesquisa espacial histórico, de nível mundial”, diz trecho do comunicado.

“AgTech” é o termo cunhado pelo setor corporativo para referir-se a “agricultural technology”, ou seja, empresas que desenvolvem ferramentas tecnológicas para o agronegócio.

Ilustração de uma estação espacial de agricultura da Nanoracks, que criou uma empresa para a produção de comida no espaço
O cultivo de comida no espaço é um objetivo da humanidade frente à ameaça do aquecimento global. Imagem: Nanoracks/Divulgação

A Starlab Oasis contará com um time internacional de especialistas em vários setores, como bioengenharia, ciências botânicas, pesquisa genética de sementes, sistemas de ambientes fechados, robótica e softwares de automação. Allen Herbert, que respondia como vice presidente de desenvolvimento de negócios da Nanoracks, assume integralmente o cargo de gerente geral da Starlab.

“A StarLab Oasis proverá tecnologia e acesso necessários para transpor os mais urgentes desafios da Terra hoje, desde o aquecimento global até a escassez de água e, um dia, ajudar a sustentar os fazendeiros, inovadores e exploradores espaciais de amanhã”, disse o CEO da Nanoracks, Jeffrey Manber. “Nós acreditamos que a nossa crescente utilização do espaço pode trazer resultados que mudarão as vidas de bilhões de pessoas, que sofrem de uma cadeia alimentar cuja segurança está cada vez mais frágil”.

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