A Grande Mancha Vermelha de Júpiter pode estar caminhando para uma mudança de forma. Descoberto há 357 anos, o fenômeno é a parte visível de um poderoso furacão na alta atmosfera do planeta. A composição química e temperatura do local resultam na cor viva, e bem diferente das nuvens que são vistas da Terra.

Graças ao acompanhamento de mais de 11 anos realizado pelo telescópio espacial Hubble, os cientistas puderam acompanhas as mudanças nos ventos em Júpiter.

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Novos relatórios que indicam que a velocidade média do vento dentro dos limites do furacão, na área conhecida como anel de alta velocidade, aumentou em até 8% entre 2009 e 2020. Por outro lado, os ventos da região mais interna da Mancha Vermelha estão se movendo significativamente mais devagar.

De acordo com levantamentos constantes do Hubble, as nuvens coloridas da enorme tempestade giram no sentido anti-horário a velocidades que passam de 640 quilômetros por hora.

O significado exato desse aumento de velocidade é difícil de ser definido, já que o Hubble não consegue mostra o fundo da tempestade, mas é uma peça interessante do quebra-cabeça que pode nos ajudar a entender o que está alimentando a Grande Mancha Vermelha.

Pelas observações ao longo de mais de um século, é possível notar que ela está diminuindo de tamanho e se tornando mais circular do que oval. O diâmetro atual tem 16 mil km de diâmetro, o que significa que ainda é maior do que a Terra.

Pesquisas como essa ajudam os cientistas a tirar conclusões sobre a física que impulsiona e mantém as tempestades, inclusive as do nosso planeta…

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