O avanço da vacinação contra a Covid-19 no Brasil está representando também uma redução no número de mortes e internações. Segundo um levantamento do jornal O GLOBO, pelo menos oito estados do país registraram uma queda de 70% no número de hospitalizações causadas pela doença em comparação com o auge da pandemia.

A conta leva em consideração dados disponibilizados pelas secretarias de saúde. Segundo o jornal, com 44% dos brasileiros vacinados e 70% com apenas uma dose: Rio de Janeiro, São Paulo, Ceará, Pará, Espírito Santo, Rio Grande do Sul, Paraíba e Tocantins tiveram queda.

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No Rio de Janeiro, a redução nas internações por Covid-19 foi de exatamente 70% quando comparada com o pico da pandemia. No Pará, Espírito Santo, Rio Grande do Sul e Paraíba, a queda foi bem maior e ficou entre 79% e 90%.

Alguns estados também tiveram redução acima dos 90%. São eles: Ceará, São Paulo e Tocantins. Em SP os números estão próximos de 20 de abril do ano passado, quando os casos de coronavírus ainda não estavam em um patamar elevado.

Redução nas internações por Covid-19

“Não tenho dúvida de que isso tudo é feito do processo massivo de vacinação no país. O brasileiro, ao contrário de outros povos, têm uma cultura vacinal. Temos esse hábito desde a década de 70, quando iniciamos a imunização da meningite. As pessoas já viram o quanto isso é fundamental, embora às vezes ainda tenhamos sinais trocados em relação a isso por parte das autoridades”, explica o médico Francisco Balestrin, presidente do SindHosp ao O GLOBO.

O relatório ainda explica que a maior parte das internações atuais são de pessoas não vacinadas. Um levantamento no Instituto de Infectologia Emílio Ribas em São Paulo mostrou que 9 a cada 10 pessoas internadas com Síndrome Respiratória Aguda Grave não foram imunizadas contra a Covid-19. O Hospital Ronaldo Gazolla, no Rio, informou que 94% dos internados com a doença não tomaram a vacina.

Apesar da redução no número de internações por Covid-19, também é preciso levar em conta que, em comparação com o ano passado, hoje há mais leitos disponíveis, já que muitos hospitais ampliaram sua capacidade para receber pacientes com a doença.

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