O chamado BYOD, ou simplesmente “Traga seu Próprio Dispositivo” é uma prática muito comum em diversas empresas ao redor do mundo, que permite que os funcionários usem os próprios equipamentos pessoais no trabalho. Isso simplifica a vida de quem não deseja usar dois notebooks ou dois smartphones, por exemplo.

Mas para o Centro Nacional de Cibersegurança do Reino Unido, há várias situações em que essa prática traz riscos à segurança da informação das empresas. Em um relatório divulgado recentemente, o órgão recomenda que as empresas que fazem o uso do BYOD revoguem imediatamente o privilégio de administrador dos funcionários que acessam recursos internos.

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Caso um dispositivo pessoal seja invadido por cibercriminosos, eles podem usar esse privilégio para obter acesso a sistemas e funções essenciais da empresa, com o uso de ferramentas de administração legítimas. É uma chance de ouro para os hackers roubarem dados e criarem as bases para ataques de ransomware e outros malwares.

O Brasil já é o 5° país mais afetado com ataques cibernéticos realizados em 2021, com 9,1 milhão de registros, segundo o relatório de Ameaças Cibernéticas da SonicWall.

Mas o número de tentativas de invasão são muito maiores, e assustadores. De acordo com a Fortinet , em 2020 foram registrados mais de 8,4 bilhões de tentativas de ataques virtuais no país. E só no primeiro semestre deste ano, esse número praticamente dobrou, chegando aos 16,2 bilhões.

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