Com a pandemia da Covid-19, a maioria das pessoas precisou ficar em casa e garantir a sua segurança em relação ao vírus. O fato trouxe à tona uma discussão antiga sobre a importância da vitamina D no nosso organismo, já que a humanidade passou a ficar menos exposto ao raios solares. A falta de Sol afeta o funcionamento do sistema imunológico e também o humor.

Agora, uma tecnologia patenteada por um pesquisador brasileiro proporciona chances de reduzir a necessidade de tomar remédio para nivelar a vitamina D no corpo. O professor Petrus Santa Cruz, doutor do departamento de química fundamental da UFPE (Universidade Federal de Pernambuco), criou um dispositivo capaz de medir o nível da vitamina no corpo a partir da coleta de dados de exposição ao Sol da pessoa em um aplicativo para celular.

publicidade

Essa ideia surgiu há 20 anos, quando Petrus desenvolveu em laboratório um nanodosímetro molecular, que é um dosímetro usado para medir a exposição de um indivíduo à radiação. A novidade é que ele aperfeiçoou a sua criação que conta com uma impressora tipo “jato de tinta” que consegue produzir uma molécula em formato de fita que guarda na memória o quanto de radiação ultravioleta solar a pessoa recebeu.

Pílulas de vitamina D
PublicDomainPictures/Pixabay

Depois de anos em análise pelo INPI (Instituto Nacional de Propriedade Intelectual), o órgão patenteou o equipamento chamado: “Dosímetro Imprimível para Radiação Ultravioleta”. Com isso, o pesquisador acredita que, no futuro pós-pandemia, isso também deve ajudar as pessoas a controlar sua produção cutânea de vitamina D: “A pandemia da covid-19 nos obrigou ao confinamento, o que reduziu nossa exposição ao Sol. Depois, vamos precisar corrigir essa deficiência de vitamina D.”

Ele explicou que a fita com a parte ativa do nanodosímetro pode ser usada na camiseta e a partir daí, começa a coletar dados de exposição à radiação ultravioleta solar. Através de um aplicativo no celular é possível converter essa dose na quantidade acumulada de vitamina D produzida em um determinado período.

“Nesta etapa estamos trabalhando com mais de um tipo de opção de uso. A princípio as fitas podem ser fixadas na roupa e o tempo de saturação dependerá da dose recebida no período, tipicamente uma ou duas semanas, mas esses detalhes ainda podem mudar”, esclareceu Santa Cruz.

Leia mais:

Já para fazer o cálculo, o software considera os dados registrados anteriormente como: o tipo de pele da pessoa, idade, sexo e o tipo de roupa que está usando: “O indivíduo pode então comparar a dose de vitamina D produzida pela sua exposição ao Sol no período e comparar com a dose prescrita pelo médico”. Além disso, essa tecnologia também serve para evitar exposições excessivas ao Sol, auxiliando a evitar o risco de câncer de pele.

Fonte: UOL

Já assistiu aos novos vídeos no YouTube do Olhar Digital? Inscreva-se no canal!