Uma paciente da África do Sul foi infectada pela variante beta da Covid-19 e desenvolveu mais de 20 mutações da cepa. A mulher convivia com o vírus do HIV não controlado e foi alvo de uma pesquisa publicada na Social Science Research Network. 

A mulher foi hospitalizada em setembro de 2021 na Cidade do Cabo e relatou que não havia tomado a vacina contra a Covid-19. A paciente apresentou sintomas como dor de garganta, mal-estar, falta de apetite e dificuldade de engolir alimentos ou líquidos.  

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A jovem relatou que fazia tratamento para o HIV e que carrega o vírus desde que nasceu. Uma semana após a internação, ela passou a receber um novo tratamento composto por um coquetel de tenofovir efavirenz e dolutegravir para controlar o HIV.

A nova medicação suprimiu o vírus da aids e eliminou a presença do SARS-CoV-2 em um período de seis a nove semanas, de acordo com a pesquisa. Os pesquisadores relataram que o intuito do estudo foi comprovar que o coronavírus pode apresentar mutações mais rapidamente em pacientes imunossuprimidos.  

“Nossa experiência reforça relatos anteriores de que o tratamento antirretroviral eficaz é a chave para controlar esses eventos”, disseram os cientistas.

Representação gráfica do SARS-CoV-2
Covid-19: variante beta passa por mais de 20 mutações em paciente na África do Sul. Imagem: Kateryna Kon/Shutterstock

“Este caso, como outros anteriores, descreve um caminho potencial para o surgimento de novas variantes”, explicaram os autores da pesquisa. Eles ainda reforçam que ainda é possível afirmar que novas cepas tenham surgido da presença persistente do vírus em pacientes imunossuprimidos. 

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