Ciência e Espaço

Pesquisadores podem ter encontrado fragmentos do asteroide que extinguiu os dinossauros

12/05/22 19h54

Iluestração artística em 3D mostra cena da destruição em massa dos dinossauros ocorrida há 66 milhões de anos. Novo estudo aponta o mês em que isso pode ter acontecido. Imagem: Limbitech - Shutterstock

Possíveis vestígios do asteroide que colidiu com a Terra há 66 milhões de anos, provocando a extinção dos dinossauros, foram localizados por pesquisadores em um sítio arqueológico na Formação Hell Creek, no estado de Dakota do Norte, nos EUA. A descoberta pode ser um novo capítulo nas investigações sobre o impacto cataclísmico da rocha que mudou a história da evolução no planeta.  

Local abriga inúmeros fósseis 

O sítio arqueológico onde os fragmentos foram localizados tem tradição de ser palco de várias descobertas, como de fósseis de animais que morreram durante o choque com o asteroide, como peixes que sugaram detritos, uma tartaruga empalada com uma pedra e até uma perna que pode ter sido de um dinossauro. 

Segundo a CNN, a descoberta científica foi apresentada no documentário “Dinosaur Apocalypse”, exibido pela emissora PBS, e apresentado pelo naturalista David Attenborough e o paleontólogo Robert DePalma. 

O paleontólogo tem vasto conhecimento sobre as condições geológicas da região e afirma que o choque do asteroide também contribuiu para transformar os desertos dos EUA em locais áridos. 

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Fim da era dos dinossauros

No período Cretáceo, o meio-oeste americano era uma floresta pantanosa e possuía fontes de água em abundância, que desde então desapareceram. 

Essa área percorria todo o caminho do que hoje é o Golfo do México até o Canadá. Com essas novas descobertas, os pesquisadores podem ter raras evidências do que levou ao fim da era dos dinossauros. 

De acordo com DePalma, a região também abriga milhares de fósseis de peixes bem preservados que podem ter sido enterrados vivos por sedimentos deslocados quando um enorme corpo de água foi desencadeado instantaneamente, depois que o enorme asteroide caiu no mar. 

“Uma evidência após a outra começou a se acumular e mudar a história. Foi uma progressão de pistas, como uma investigação de Sherlock Holmes. Esses conhecimentos ajudam a entender como as coisas se desenvolveram após o impacto, e nos ajuda a obter recursos tão ricos para investigação científica”, disse DePalma. 

Fóssil de perna de dinossauro achada no local com a pele intacta, que foi descoberta no sítio de Tanis. Imagem: Divulgação

Novas pistas para análises mais apuradas

Entre as novas pistas, estão algumas esférulas que pousaram em resina de árvore na superfície de um tronco e foram preservadas em âmbar. 

“Nesse âmbar localizamos várias esférulas que estavam basicamente congeladas no tempo, porque, assim como um inseto em âmbar que está perfeitamente preservado, quando essas esférulas entraram no âmbar, a água não conseguiu chegar até elas e eles estão perfeitamente preservados”, afirmou. 

Além disso, o pesquisador chamou a atenção para uma perna de dinossauro excepcionalmente preservada, com a pele intacta, que foi descoberta no sítio de Tanis. 

Os indícios apontam que o membro tenha pertencido a um tescelossauro, um pequeno dinossauro herbívoro que provavelmente morreu no mesmo dia em que o asteroide colidiu com a Terra.  

Com os novos estudos, os cientistas esperam obter um olhar mais apurado sobre o passado, tanto sobre o ecossistema quanto em relação às mudanças climáticas.

Via: Uol

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