Nesta semana as publicações da médica Mariana de Lima Alves repercutiram muito nas redes sociais. A profissional da saúde fez uma série de postagens no Twitter criticando os pacientes que procuravam a unidade de atendimento médico em que ela trabalhava.  

Mari Lima, como se identificava na rede social, atuava em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) em Almirante Tamandaré, uma cidade na região metropolitana de Curitiba.  

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“Tem que ser muito FILHA DE UMA **** pra vir 1 da manhã no pronto-socorro por conta de infecção urinária viu. Não tem outra expressão pra descrever”, escreveu a médica em uma postagem.  

“Gente qual a tara de vir no pronto socorro num feriado por uma coisa que você já tá sentindo há mais de 30 dias”, disse em outra publicação.  

Após os posts viralizarem, usuários do Twitter começaram uma campanha para denunciar Mariana de Lima no Conselho Regional de Medicina do Paraná (CRM-PR). 

A Prefeitura de Almirante Tamandaré informou que a médica era contratada por meio de uma empresa terceirizada, mas já foi afastada das atividades. O governo municipal lamentou o ocorrido e afirmou que a conduta da profissional era diferente das postagens.  

“Segundo os colegas, [a médica] sempre atendeu todos os pacientes com muito respeito e simpatia, sem reclamações por parte da população. Não tínhamos conhecimento destas publicações até o momento”. 

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“Mas, devido ao fato, está suspensa das atividades de atendimento na UPA 24h deste município, até que tudo seja esclarecido. Se comprovada conduta irresponsável, que fere os princípios éticos do exercício da profissão, a mesma será desligada da equipe de plantonistas”. 

O CRM-PR abriu uma sindicância para apurar a conduta médica de Mariana de Lima, mas o processo corre sob sigilo. O órgão afirmou ainda que o procedimento garante o “direito de ampla defesa e contraditório”. 

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